Militares da Força Aérea faltam às refeições em sinal de protesto


 

Lusa / AO online   Nacional   25 de Out de 2007, 17:29

Militares do Centro Operacional da Força Aérea de Monsanto e da Base Aérea 1 de Sintra faltaram às refeições terça-feira e quinta-feira, respectivamente, em solidariedade com camaradas alvo de processos disciplinares, segundo a Associação Nacional de Sargentos.
De acordo com o vice-presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS), David Pereira, o protesto ocorrido terça-feira no COFA teve uma adesão de 95 por cento.

"Segundo as informações que nos chegam das unidades, são acções que de forma espontânea surgem em solidariedade com os camaradas alvo de processos disciplinares", afirmou.

Os levantamentos de rancho ocorridos terça-feira e hoje terão sido suscitados pela "indignação" face a novos desenvolvimentos relacionados com os processos disciplinares a que foram sujeitos militares da Força Aérea que participaram o ano passado num "passeio do descontentamento".

De acordo com David Pereira, alguns militares com possibilidades de promoção poderão ficar prejudicados na carreira por terem sofrido sanções ainda que o tribunal tenha decretado a suspensão da eficácia dessas medidas disciplinares.

O vice-presidente da ANS referiu que um dos 10 militares cujas penas foram suspensas pelo tribunal de Sintra viu o seu processo com vista à promoção ser submetido ao conselho superior de disciplina.

"Se a eficácia da pena foi suspensa, não devia ser considerada para nenhum efeito", afirmou, acrescentando que a decisão do comando da Força Aérea "está a causar indignação".
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