Militantes do PSD/A apresentam proposta para enriquecer debate


 

Lusa / AO online   Regional   27 de Nov de 2007, 11:55

Um grupo de militantes do PSD/Açores vai apresentar ao Congresso Regional do fim-de-semana uma proposta temática que defende a criação de uma estrutura técnico-política capaz de produzir uma intervenção sustentada do partido na sociedade açoriana.
Intitulada “Açores - Prioridades e Rupturas”, o documento pretende ser um “contributo, em termos de estratégia sectorial, para o mandato da Comissão Política Regional a eleger no Congresso”, explicou à agência Lusa José Manuel Bolieiro, porta-voz do grupo de proponentes.

O documento é proposto pelos militantes Ricardo Madruga da Costa, Luís Maurício Santos, José Manuel Bolieiro, José Andrade, Hermano Aguiar e Duarte Freitas.

Caso seja aprovada na reunião-magna dos social-democratas açorianos, que se inicia sexta-feira em Ponta Delgada, a proposta “pode ser aceite pelo líder como parte integrante da sua Moção Global de Estratégia”, explicou José Manuel Bolieiro.

O PSD/Açores realiza, sexta-feira e sábado, o seu XVII Congresso Regional, depois das “directas” que reelegeram Carlos Costa Neves como líder do partido nas ilhas.

Com a proposta temática “de apoio à liderança regional”, este grupo de militantes pretende “enriquecer o debate de ideias” no Congresso Regional, mas reconhece que está, sobretudo, virada para o futuro político dos Açores, salientou o porta-voz.

Ao nível interno, defende que o PSD/Açores “deve ter a ousadia de questionar-se a si próprio, de romper preconceitos, de inovar em soluções participativas”.

“Propomos a criação de uma estrutura permanente de carácter técnico-político capaz de produzir uma intervenção sustentada do partido na sociedade”, adianta o documento.

Além disso, avança a necessidade de criação de um “laboratório de reflexão política no ciberespaço”, alegando que, actualmente, o “pensamento corre mais na dinâmica da Internet do que na rotina das reuniões”.

Ao nível político, a proposta propõe, ainda, “políticas por objectivos e a permanente avaliação de resultados”.

“Propomos coragem política para instaurar, em cada sector da Administração Pública, da sociedade e da economia, pública e privada, um sistema regular de monitorização da qualidade e avaliação”, adianta o documento.

A proposta incide sobre três sectores - Educação, Saúde e Mar - alegando que “não se pode dar prioridade a tudo, sob pena de nada ser verdadeiramente prioritário”.

Para a Educação, este grupo de militantes defende o ensino obrigatório do Inglês desde o primeiro ciclo do ensino básico, assim como a liberdade de escolha pelos alunos da escola que querem frequentar.

Na Saúde, além do reforço do investimento na qualidade da prestação de cuidados, destacam a necessidade de desenvolvimento de um “cluster” na área da telemedicina, que deve constituir um “paradigma ao nível nacional e europeu”.

Já para o Mar, que deve ser uma “nova prioridade política de primeira grandeza”, propõem uma visão que inclua ambiente, transportes, energia, turismo, ordenamento do território, pescas e investigação.

“Propomos a criação de áreas bio-geograficamente sensíveis, com acesso condicionado, que protejam os nossos bancos de pesca situados em montes submarinos, mesmo para além das 200 milhas”, refere a proposta a apresentar aos congressistas.

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