Migrantes que estavam no barco Sea Watch 3 desembarcam na Catânia

Migrantes que estavam no barco Sea Watch 3 desembarcam na Catânia

 

Lusa/AO Online   Internacional   31 de Jan de 2019, 12:44

O navio da organização não-governamental (ONG) alemã Sea Watch chegou  esta quinta-feira à Catânia, na Sicília, para desembarcar 47 migrantes, resgatados há 13 dias na costa da Líbia, que deverão ser realocados em países europeus.

Escoltado por meia dúzia de navios da Guarda Costeira e barcos de patrulha da polícia, o navio de bandeira holandesa atracou pouco depois das 10h20 (horário local) no porto de Catânia, onde tendas da Cruz Vermelha estavam a ser erguidas para a receção dos migrantes.

A chegada, prevista para a última noite, foi adiada devido a problemas na âncora do navio Sea Watch 3, que estava ancorado desde sexta-feira ao largo de Siracusa.

Embora a ONG tenha defendido com veemência o desembarque de migrantes na Itália, não teve pressa em mandar o navio para lá, devido às repetidas ameaças do ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, contrário ao acolhimento de migrantes.

"Longe de ser um refúgio, a Catânia é uma cidade cujo procurador é conhecido pelas suas posições contrárias às ONG", disse a Sea-Watch numa mensagem publicada na rede social Twitter, dizendo que a escolha deste porto foi "um gesto político".

"Esperamos o melhor e preparamo-nos para o pior”, referiu a ONG alemã na mesma mensagem.

Na quarta-feira, o chefe do Governo italiano, Giuseppe Conte, anunciou um acordo com seis outros países europeus - França, Portugal, Alemanha, Malta, Luxemburgo e Roménia - para a realocação os 47 migrantes.

Não ficou claro se a própria Itália irá receber alguns dos migrantes. O primeiro-ministro italiano sugeriu que sim, mas Salvini não confirmou se irão receber alguns destes migrantes.

Durante meses, diplomatas europeus e ativistas humanitários vêm exigindo um mecanismo permanente para a distribuição de migrantes resgatados no mar, para poupá-los de intermináveis negociações caso a caso.

Entretanto, os casos podem tornar-se cada vez mais raros com o bloqueio progressivo de embarcações humanitárias privadas, como o Aquarius da ONG SOS Méditerranée e Médicos sem Fronteiras (MSF) ou o Open Arms da ONG espanhola Proactiva Open Arms.




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