Açoriano Oriental
Merkel quer a NATO preservada e garante mais investimento

A chanceler alemã Angela Merkel considerou que a Aliança Atlântica deve ser sempre preservada e garantiu que a Alemanha vai ampliar os objetivos relacionados com a despesa em questões militares, até 2030.

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Foto: EPA/WOLFGANG KUMM
Autor: Lusa/AO Online

“É do nosso interesse preservar a NATO, mais do que no tempo da Guerra Fria”, disse a chanceler alemã no Parlamento de Berlim.

Merkel prometeu que a Alemanha vai cumprir o objetivo da aliança que determinou que 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país deve ser destinado a despesas militares, até ao início da década de 2030.

A uma semana da cimeira da NATO, em Londres, Merkel reiterou perante os deputados alemães o apoio à organização, fundada em 1949 e que tem sido fortemente criticada pelo presidente francês, Emanuel Macron.

Merkel disse que a NATO garantiu a “liberdade e a paz” durante 70 anos, em parte graças aos “amigos americanos”.

Para Merkel, a Aliança Atlântica contribuiu para a estabilização, depois do fim da Guerra Fria, nos Balcãs e mesmo no Afeganistão.

“Neste momento, a Europa não se consegue defender sozinha e dependemos da aliança transatlântica. É importante que trabalhemos para esta aliança e que assumamos responsabilidades”, disse Merkel que dedicou à NATO uma grande parte do discurso sobre o orçamento federal para 2020.

Apesar da frágil coligação governamental alemã com os social democratas da CDU, Merkel afirmou que o país vai cumprir as despesas militares já a partir do próximo ano.

Além de Macron também os Estados Unidos têm criticado a organização e, em concreto, o papel da Alemanha como financiador da organização.

Robert O’Brien, conselheiro para a Segurança Nacional do presidente Donald Trump disse hoje ao jornal Bild que o objetivo da Alemanha em gastar 2% do orçamento do Estado em questões militares "é muito pouco".


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