Mercados vão continuar com "racionalidade de casino" até ao fim do ano


 

Lusa/AOonline   Economia   25 de Nov de 2008, 11:31

Os mercados bolsistas vão continuar numa "racionalidade de casino" até ao final do ano e só em 2009 é que se vai perceber o impacto da crise nas empresas e no consumo, afirmou hoje o administrador da Optimize, Diogo Santos Teixeira.
"Hoje em dia os mercados são de especuladores e não de investidores. Há uma volatilidade sem razão. Uma racionalidade de casino, ver se calha no vermelho ou no preto. Até ao fim do ano esta tendência irá manter-se", disse o administrador desta sociedade gestora especializada em produtos de poupança financeira de particulares.

    Para Diogo Santos Teixeira, só em 2009, com os resultados de empresas e dos 'hedge funds' (instrumentos de investimento de elevado risco) é que se vai perceber de facto qual o impacto da crise nas empresas e no consumo.

    "É só preciso fechar os olhos para enfrentar esta volatilidade até ao fim do ano", ironizou.

    Para o administrador é ainda "muito provável" que ocorram no próximo ano fusões entre os fundos, especialmente com o intuito de terminar com os produtos que tiverem demonstrado "piores rentabilidades" durante o ano transacto.

    Quanto à baixa das matérias-primas, Diogo Santos Teixeira considerou que "era previsível" que acontecesse, mas lembrou que as matérias-primas são produtos de especulação e não de investimento e deveria ser no mínimo desaconselhada a sua venda a clientes.

    O responsável falava à comunicação social no âmbito da apresentação do estudo "Reformas em Portugal: As Verdades que os Portugueses desconhecem".

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