Imobiliário

Mercado de luxo com queda entre 10 e 15 por cento em 2010

Mercado de luxo com queda entre 10 e 15 por cento em 2010

 

Lusa/AO online   Economia   17 de Nov de 2011, 10:34

O mercado imobiliário de luxo registou em 2010 um decréscimo, entre 10 e 15 por cento, no número de transacções concluídas bem como nos valores médios das vendas, revela o estudo "The Luxury Tourist Resort Property Market".
De acordo com o estudo elaborado pela consultora Prime Yield e pela imobiliária Fine & Country, “o mercado sente, agora, um dinamismo bastante reduzido, tendo observado, em 2010, decréscimos quer no número de transacções concluídas quer nos valores médios das vendas, com quedas entre os 10 e os 15 por cento”.

“O mercado de ‘resorts’ turísticos de luxo apresentou, em 2010 e no primeiro semestre de 2011, à semelhança do mercado imobiliário, uma tendência generalizada de contracção, influenciado pelas condições económicas e financeiras adversas e pelas crescentes restrições de acesso ao crédito, quer a nível nacional quer internacional”, explica o estudo hoje divulgado.

Segundo o "The Luxury Tourist Resort Property Market", "diversos projectos em carteira acabaram por ser reavaliados e as decisões de avançar com a promoção congeladas, com os promotores a apresentarem uma postura mais cautelosa e a reformularem os seus investimentos de forma a adequarem os produtos à nova realidade económica e a um consumidor mais cauteloso e constrangido em termos de recursos financeiros".

Apesar do arrefecimento do mercado português de imobiliário de luxo, o estudo ressalva que “os preços do imobiliário mantiveram-se consolidados no Triângulo Dourado, formado por Vale do Lobo, Quinta do Lago e Almancil”, a zona de ‘resorts’ mais cara de Portugal, superando a barreira dos três milhões de euros em 2010.

O director da Fine & Country, especializada na comercialização de imobiliário residencial de luxo, Alberto Pinheiro, considera que “2010 e os primeiros meses de 2011 confirmaram a tendência que começou a revelar-se em 2009, marcada pelo abrandamento do volume de oferta em construção bem como de uma abordagem mais cautelosa aos projetos ainda em fase de planeamento”.

Por seu lado, o diretor da Prime Yield em Portugal, especialista em avaliação imobiliária, José Velez, realçou que “Portugal tem um mercado de imobiliário de ‘resorts’ especialmente resistente, dado ser menos exposto às variações dos ciclos imobiliários, tendo em conta as suas características e vantagens naturais, mas também devido à qualidade de construção e design”.

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