Mais metade do capital dos CTT ficou "em mãos portuguesas"

Mais metade do capital dos CTT ficou "em mãos portuguesas"

 

Lusa/AO Online   Economia   4 de Dez de 2013, 18:27

O presidente executivo dos CTT, Francisco de Lacerda, afirmou esta quarta-feira que 56% do capital dos Correios de Portugal ficou em "mãos portuguesas", incluindo a posição da Parpública, e 43% passam a ser detidos por investidores estrangeiros.

 

Francisco de Lacerda falava aos jornalistas no final da sessão de apuramento de resultados da Oferta Pública de Venda (OPV) dos CTT, cujas ações começam a ser cotadas na Euronext Lisbon a partir de quinta-feira.

Questionado sobre a percentagem das ações detidas por capital português e estrangeiro, Francisco de Lacerda afirmou: "Em mãos portuguesas ficou 56% do capital dos CTT e em investidores estrangeiros 43%".

O Estado, através da Parpública, detém 30% dos CTT, posição que deverá manter pelo menos nos próximos meses.

O presidente executivo dos CTT disse que "o perfil típico" dos investidores no mercado de capitais são "fundos de investimento, fundos de pensões e outros tipos de fundos", mas adiantou que isso não quer dizer que os CTT não tenham outros géneros de acionistas.

Sobre a pouca adesão dos trabalhadores dos CTT à compra de títulos da empresa, Francisco de Lacerda considerou que "era expectável uma adesão deste nível".

Em relação à sua continuidade à frente da empresa, Francisco de Lacerda, cujo papel no processo de privatização foi elogiado pelo ministro da Economia, António Pires de Lima, lembrou que o Estado não é o único acionista e que a empresa terá uma assembleia geral marcada até final de fevereiro.

Na conferência de imprensa de apuramento da OPV, o diretor de mercados da Euronext Lisbon, Miguel Geraldes, disse que do total de investidores institucionais 27% da procura veio do Reino Unido, 23% de Portugal, 13% dos Estados Unidos e 10% da Alemanha.


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