Mais de 13 milhões de pessoas afetadas pelo tufão Haiyan nas Filipinas

Mais de 13 milhões de pessoas afetadas pelo tufão Haiyan nas Filipinas

 

Lusa/AO online   Internacional   19 de Nov de 2013, 14:58

As agências humanitárias das Nações Unidas estimaram esta terça-feira que cerca de 13 milhões de pessoas foram afetadas nas Filipinas pelo tufão Haiyan, que atingiu o arquipélago a 08 de novembro.

 

As entidades indicaram ainda que o desastre natural fez quatro milhões de deslocados, dos quais apenas 10% foram acolhidos em centros de evacuação.

“Mais de 392 mil pessoas estão a viver nos 1.587 centros de evacuação que foram criados e que estão concentrados na zona de Visayas [grupo central do arquipélago]”, indicou hoje, em Genebra, o porta-voz do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Jens Laerke.

O tufão também provocou danos graves em perto de 1,1 milhões de habitações, cerca de metade estão totalmente destruídas.

Segundo os dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), a grande maioria dos deslocados são originários da área de Tacloban, capital da ilha de Leyte, uma das mais afetadas pelo tufão, e muitos fugiram para a ilha de Cebu, no grupo central do arquipélago, ou para a capital, Manila.

“Pouco depois do tufão, muitas pessoas abandonaram a zona afetada por mar e ar, e os aviões que distribuem ajuda humanitária desde Cebu para Tacloban regressam todos os dias com deslocados”, precisou o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards.

O ACNUR criou uma equipa para trabalhar nas imediações do aeroporto de Tacloban com o objetivo de recolher informações sobre as necessidades dos deslocados. Equipas similares foram destacadas para outras zonas afetadas pelo tufão Haiyan.

Esta agência da ONU continua a enviar ajuda humanitária por via aérea para as zonas mais afetadas. Nos próximos dias devem aterrar no aeroporto de Cebu nove aviões com 10 mil tendas, 112 mil cobertores, 66 mil lonas de plástico, nove mil lanternas e outros materiais que pretendem responder às necessidades de 100 mil pessoas.

Do número total de pessoas afetadas pelo tufão, mais de cinco milhões são crianças, indicou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Estas crianças enfrentam, segundo a organização, o risco de mal nutrição e são vulneráveis não só a surtos de doenças – existem relatos de diarreia aguda entre menores -, mas também a violações e a abusos.

No total, cerca de 1,7 milhões de crianças estão nas fileiras de deslocados, existindo diversos relatos de crianças sozinhas e separadas das respetivas famílias.

Para prevenir a ocorrência de mais casos de diarreia e a transmissão de doenças, a UNICEF está a trabalhar para facilitar o acesso a água potável e de saneamento a 20 mil pessoas em Tacloban e a 49 mil pessoas em Cebu e Capiz (regiões também do grupo central do arquipélago).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) destacou 22 equipas médicas para estas três regiões, contando com outras 12 equipas médicas em prevenção.

Dos 301 milhões de dólares (224 milhões de euros) necessários segundo a ONU para responder, nos próximos seis meses, à situação de emergência nas Filipinas, foram alcançados, até ao momento, cerca de 28,8% da verba.

As autoridades das Filipinas elevaram, na segunda-feira, para 3.976 o número de mortos provocados pela passagem do tufão Haiyan.


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