Açoriano Oriental
MAI diz que Governo fará auditorias de segurança a todos os estádios da I Liga

O ministro da Administração Interna disse que nas próximas semanas vão avançar auditorias de segurança a todos os estádios da I Liga de futebol e que, no início da próxima época, só haverá jogos nos que tiverem condições.

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Foto: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
Autor: Lusa/AO Online

“Iremos realizar, nas próximas semanas, auditorias de segurança a todos os estádios da I Liga, de modo a que se verifique aquilo que é a prevenção de riscos de segurança, que inclui dimensões tão variadas como o acesso aos estádios, nas suas várias componentes”, assumiu Eduardo Cabrita.

Entre as variadas componentes, explicou, estão os acessos por parte das equipas e dos espetadores, ou seja, “o acesso ao estádio, as suas zonas envolventes”, assim como “as próprias estruturas físicas do estádio”.

O ministro da Administração Interna (MAI) indicou que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional aceitou cumprir, com base nas auditorias, as “recomendações” das forças de segurança, da Autoridade Nacional Contra a Violência no Deporto (ANCVD) e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

“As recomendações de adaptação terão de ser introduzidas até ao início da próxima época desportiva e, portanto, só os estádios que tiverem condições para tal é que terão jogos na próxima época”, alertou.

O governante adiantou ainda que o Governo irá “promover mecanismos de resposta adequada, relativamente a categorias de adeptos que determinam riscos adicionais de segurança” no decorrer dos jogos de futebol.

“Quer evoluindo com o chamado cartão do adepto, que condicionará o acesso às zonas frequentadas pelas chamadas claques, grupos organizados de adeptos, quer estabelecendo um mecanismo, em articulação com as forças de segurança, de definição de condições específicas de acesso desse tipo de adeptos”, precisou.

Eduardo Cabrita elogiou ainda a capacidade de Portugal na organização de “grandes eventos desportivos”, lembrando o último realizado, a Liga das Nações em futebol, e disse que o trabalho tem de ser feito em conjunto, “sabendo que há responsabilidades que são dos poderes públicos e há responsabilidades que são daqueles que organizam as competições”.

O ministro falava aos jornalistas em Viseu à margem da cerimónia de assinatura do alargamento do contrato local de segurança e após uma reunião com o presidente da Liga Portuguesa de Futebol, Pedro Proença.


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