Educação

Magalhães chega aos Açores e gera curiosidade de miúdos e graúdos

Magalhães chega aos Açores e gera curiosidade de miúdos e graúdos

 

João Alberto Medeiros   Regional   18 de Nov de 2008, 10:41

O computador portátil Magalhães chegou finalmente aos Açores, despertando a curiosidade de miúdos e graúdos.
O computador pode ser adquirido no comércio de Ponta Delgada, designadamente nas lojas Conforto, que antecipam assim a distribuição oficial pelos diferentes estabelecimentos de ensino da Região.
De acordo com Tiago Pacheco, das lojas Conforto, o pequeno portátil “está a despertar muita curiosidade, não só na faixa etária mais nova mas também nas pessoas com mais idade”.
“As pessoas estão a ter muito interesse em conhecer o Magalhães”- refere Tiago Pacheco, deslocando-se pessoalmente à loja ou usando o telefone para o fazer.
O computador tem um preço estipulado pelo Estado de 329 euros de venda ao público, mas está a ser vendido por 289 euros.
Tiago Pacheco refere que o Magalhães chegou às lojas Conforto a meio da semana transacta e em três dias foram vendidas seis unidades, havendo ainda em stock 14 unidades.
“Estes computadores disponíveis serão muito poucos atendendo à procura que tem havido” - frisa Tiago Pacheco.
 Espera-se que surja um novo stock para fazer face às necessidades, atendendo também ao facto que se está a entrar na época natalícia, propícia às vendas.
O portátil Magalhães, na leitura de Tiago Pacheco, apesar de ser um computador “constitui uma excelente oferta dos pais para os filhos”
“Esperamos que este facto se venha a reflectir nas vendas, havendo muita procura, como tem havido até agora.”
O Magalhães existe em duas versões, uma das quais portadora de software básico educativo e outra que para além do software educativo possui uma edição de 60 minutos para que se possa aprender a operar programas como o Excel e Word, bem como a  Internet.
Oficialmente, ninguém sabe quando se procederá à distribuição do Magalhães pelas escolas dos Açores.
De acordo com a Directora Regional da Educação, Isabel Rodrigues, deverão ser distribuídas 13 mil unidades pelo 1º ciclo.
O “timing” para começar a operação ainda está em aberto, estando a ser estudado com o Ministério da Educação.
A distribuição do Magalhães está a ser condicionada pela capacidade logística e de produção, segundo Isabel Rodrigues.
A distribuição do “Magalhães” processa-se no âmbito do programa “e-escolinha”, que visa facilitar as condições de acesso das famílias a computadores e à Internet.
A requisição do computador é feita nas escolas, através do preenchimento de um impresso.
No final do ano estarão distribuídos 500 mil computadores portáteis em todo o país.
Os alunos que estão no primeiro escalão da acção social escolar têm direito ao computador sem terem de pagar pelo mesmo.
O portátil tem, para os estudantes do segundo escalão, um custo de 20 euros.
 Os que não estão abrangidos pela acção social escolar pagam 50 euros.
Por seu turno, a ligação à Internet é facultativa, mas o acesso à banda larga é feito com custos reduzidos. O projecto nacional vem reforçar um já existente na Região, designado “Escolas Digitais” que tem como objectivo diminuir o rácio de alunos por computadores, em todos os escalões de ensino.Nos últimos dois anos do projecto regional, foi já possível diminuir a média de 24 para 8 alunos, por computador. Mas segundo a meta estabelecida pela União Europeia, em 2010, será possível chegar aos cinco alunos por computador.Com a ajuda do Magalhães será possível atingir o objectivo proposto em 2009.

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