Luís Resende não promete metas mas assegura muito trabalho

Luís Resende não promete metas mas assegura muito trabalho

 

Susete Rodrigues   Voleibol   21 de Out de 2008, 11:33

O treinador da Fonte do Bastardo não traça objectivos concretos para a prova europeia tendo em conta que esta é a primeira vez que a disputam. Acredita que a sua equipa pode ir longe e tudo fará para isso acontecer. Na A1 a meta vai para um lugar entre os primeiros quatro classificados
A formação masculina de voleibol da Fonte do Bastardo começou da melhor forma a nova temporada desportiva, quer em termos de campeonato quer na sua estreia em provas europeias.
Nesta última, denominada   GM Capital Challenge Cup, a equipa orientada por Luís Resende venceu os dois encontros frente à formação do Podgorica, passando à segunda ronda da prova.
Para esta competição, Luís Resende não quer fazer grandes promessas e uma das razões vai para o facto de não ter grande conhecimento dos adversários envolvidos na prova.
“Não é possível traçar metas ou objectivos porque é a primeira vez que estamos numa prova europeia. Tem sido bastante difícil fazer o estudo e a avaliação dos nossos adversários, porque não temos nada em arquivo, e porque também é desporto”, disse Luís Resende.
O que o técnico da Fonte do Bastardo pode prometer é uma  “ambição enorme, uma vontade muito grande de ir mais longe”, frisando que “por um ponto se ganha e por um ponto se perde”.
“Não posso prometer classificações ou metas, mas posso prometer trabalho, dedicação e empenho, à semelhança do que temos feito até ao momento, nomeadamente nesta época na qual temos demonstrado que temos uma equipa competitiva. Agora, onde é que vamos chegar? No fim falamos”.

“Acredito no grupo”
Uma aposta forte num grupo de trabalho muito coeso e jovem, Luís Resende diz acreditar nos seus jogadores e que tudo irão fazer para vencer os jogos que ai vêm da GM Capital Challenge Cup.
“Acredito no grupo. Tudo faremos para continuar a fazer aquilo que sabemos fazer, no sentido de  procurar angariar o maior número de vitórias”, reconhecendo que “temos as nossas possibilidades e na hora - porque ela vai chegar - em que aparecer do outro lado uma equipa que jogue mais e melhor do que nós nada mais do que felicitá-los”.
No que diz respeito ao Campeonato Nacional da Divisão A1 masculina, o técnico da equipa da Praia da Vitória salienta que é uma prova de que tem mais conhecimento, pese embora o facto de todas as épocas as equipas se reforçarem e serem sempre muito competitivas, tornando um campeonato muito equilibrado.
“Já conhecemos um pouco mais as coisas na Divisão A1. Temos a noção de que as variáveis que conduzem à vitória ou à derrota são imensas, que não é possível controlá-las todas”.
O objectivo da Fonte do Bastardo para esta época na A1, a qual que começou com uma vitória frente ao Clube K, passa por chegar aos play-offs e conquistar um lugar entre os quatro primeiros lugares.
“Trabalhamos para somar vitórias e temos dito publicamente que os nossos objectivos, o nosso conceito de sucesso – porque estamos habituados a definir os nosso sucesso – é atingir os play-offs e um dos quatro primeiros lugares”.
“Se isto for conseguido atingimos o sucesso; se não for conseguido, o sucesso não foi conseguido”, realça Luís Resende.
Em termos de Taça de Portugal, “temos que esperar pelos caprichos do sorteio e depois prognosticar o caminho que vamos fazer”, finaliza o treinador da Fonte do Bastardo.
Recorde-se que a Fonte do Bastardo subiu ao escalão mais alto do voleibol português na época de 2004/2005, altura em que se sagrou campeã da A2, com Luís Resende na frente da equipa técnica.
É este mesmo técnico que tem conseguido manter a equipa na Divisão A1 há já quatro épocas (esta inclusive), mostrando em cada ano uma equipa com excelentes resultados.

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