Lucro da Caixa Geral de Depósitos aumenta 21,8% para 675,6 ME


 

Lusa / AO online   Economia   7 de Nov de 2007, 16:46

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou 675,6 milhões de euros de lucro nos primeiros nove meses deste ano, mais 21,8 por cento que o registado no período Janeiro a Setembro de 2006, anunciou o banco do Estado.
Para este resultado, as actividades na área seguradora, reunidos na Caixa-Seguros, contribuiu com 131,8 milhões de euros, valor que equivale a um crescimento de 15,7 por cento face aos primeiros nove meses de 2006.

O crescimento do produto da actividade (bancária e seguradora) totalizou 2.450,1 milhões de euros, aumentando 13,7 por cento, com a margem financeira alargada, principal componente, a aumentar 20,1 por cento, alcançando 1.522,3 milhões de euros.

A margem complementar atingiu 495,8 milhões de euros, traduzindo um aumento de 9 por cento, sobretudo com o contributo dos ganhos em operações financeiras, com mais 23,3 milhões (um crescimento de 20,9 por cento) e dos rendimentos de serviços e comissões líquidos, com mais 21,2 milhões de euros (um aumento de 8,2 por cento).

O total dos impostos sobre lucros ascendeu a 171 milhões de euros, mais 19,9 milhões de euros ou 13,2 por cento, e representa uma taxa de tributação de cerca de 20,2 por cento, no período em análise.

Os resultados em empresas associadas foram de 11 milhões de euros, contra 115,9 milhões em Setembro de 2006, traduzindo este último o ganho extraordinário obtido pela REN com a venda da sua participação na GALP.

Os custos operativos da CGD subiram 5,9 por cento, para 1.267,1 milhões de euros, com o aumento de 4 por cento dos custos com pessoal, que incluem contribuições para a caixa de aposentações e relativas ao plano médico, cujo valor correspondente em 2006 só foi contabilizado no final do ano.

O banco público adianta, sem divulgar valores, que os resultados líquidos "incluem o impacto integral, no Grupo CGD, da crise do mercado subprime Americano, bem como as desvalorizações nas carteiras de títulos resultantes do alargamento dos spreads".

Os recursos totais captados somaram 89,6 mil milhões de euros, mais 10,4 por cento que nos três primeiros trimestres de 2006.

Os capitais próprios do grupo cifraram-se em 5,2 mil milhões de euros, com um crescimento de 202 milhões relativamente a final de 2006, com a melhoria de 501 milhões de euros nas "Outras reservas", motivada sobretudo pela aplicação de resultados do ano anterior, de 420 milhões de euros.

O crédito a clientes aumentou 16,9 por cento, para 64,4 mil milhões de euros, tendo o crédito à habitação em Portugal aumentado 5,5 por cento, elevando-se a 30,3 mil milhões de euros.

O rácio de crédito vencido sobre o crédito total registou uma redução, de 2,43 por cento para 2,25 por cento, enquanto a cobertura de crédito vencido por provisões fixou-se em 118,1 por cento.
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