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Líder do CDS destaca reedição de "Aliança Democrática de boa memória"

O CDS-PP considerou que o acordo de governação nos Açores reedita a "Aliança Democrática de boa memória" e manifestou a esperança de que o "fim de ciclo socialista" saído das eleições regionais possa alastrar ao resto do país.

Líder do CDS destaca reedição de "Aliança Democrática de boa memória"

Autor: Lusa/AO Online

Em comunicado, o presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, salienta que a indigitação de José Manuel Bolieiro (PSD) como próximo presidente do Governo Regional dos Açores marca o término do "ciclo socialista de 24 anos na região" e o início de "um novo em que o CDS participa de forma incontornável".

"O CDS, comprometido em virar esta página de estagnação e definhamento, celebrou um acordo de Governo assinado com o PSD e o PPM, reeditou a Aliança Democrática de boa memória, com profundo respeito pelo sentido de mudança que os açorianos expressaram em urnas", apontou, numa nota que não faz qualquer referência ao apoio do Chega a esta solução governativa.

O líder centrista defendeu que as eleições regionais de 25 de outubro foram "uma prova largamente superada" para o partido, salientando que "ficou claro que à direita lidera o CDS".

Rodrigues dos Santos assinalou igualmente que "os ventos de mudança que sopraram nos Açores tornaram evidente para todo o país que o CDS é a direita que une, respeita a autonomia e não tem, ao contrário de outros, hesitações na oposição ao socialismo".

"Por outro lado, tornou claros os sinais de fim de ciclo socialista, que deixou os Açores, ao final de 24 anos de poder, com as mais altas taxas do país ao nível da pobreza, do abandono escolar precoce, da dependência do rendimento social de inserção e no último lugar no índice de desenvolvimento e coesão territorial", acrescentou.

"Confiamos que os novos ventos dos Açores cheguem também ao resto do país, anunciando o fim do ciclo socialista", lê-se igualmente na nota distribuída aos jornalistas.

De acordo com Francisco Rodrigues dos Santos, "o CDS está definitivamente embalado para o futuro".

"Já mostrámos que somos capazes e o CDS, como partido insubstituível na democracia portuguesa, está cada vez mais forte e determinado em construir uma solução à direita para governar Portugal", concretizou.

O presidente do CDS criticou ainda as "sondagens que maldosamente insistem em anunciar" a "morte política" do partido, e destacou que "o CDS é a terceira força política nos Açores, teve mais votos que o BE e o PCP juntos e faz parte da nova solução de Governo da Região".

Francisco Rodrigues dos Santos deixou ainda uma "palavra de grande apreço" ao líder do CDS/Açores e vice-presidente nacional, Artur Lima, "pela sua liderança e notável trabalho que conduziu o CDS, pela primeira vez na história, ao Governo da Região Autónoma dos Açores".

O representante da República no arquipélago, Pedro Catarino, indigitou no sábado o líder do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, presidente do Governo Regional, na sequência das eleições de 25 de outubro, justificando a decisão com o facto de a coligação PSD/CDS-PP/PPM (26 deputados) ter o apoio parlamentar do Chega (dois deputados) e do Iniciativa Liberal (um deputado), garantindo assim maioria absoluta no hemiciclo regional, com 29 dos 57 lugares.

O PS venceu as eleições legislativas regionais, no dia 25 de outubro, mas perdeu a maioria absoluta, que detinha há 20 anos, elegendo 25 deputados.

A instalação da Assembleia Legislativa está marcada para 16 de novembro.

Depois da tomada de posse, que deverá acontecer até final de novembro, o programa do executivo terá de ser entregue na Assembleia Legislativa em 10 dias.


 
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