Açoriano Oriental
JSD/Açores “repudia ingerências” de Sofia Matos, candidata fala em “ilegalidade"

A JSD/Açores disse esta sexta feira "repudiar as ingerências” da candidata à liderança nacional Sofia Matos, que impugnou cinco atos eleitorais de concelhia nos Açores, mas a deputada social-democrata garante que houve “ilegalidade e violação dos estatutos”.


Autor: AO Online/ Lusa

Em causa estão “uma série de impugnações, em cinco atos, em algumas concelhias dos Açores, devido ao facto de, segundo a candidatura da Sofia Matos, a secretária-geral [da JSD/Açores] ter assinado as convocatórias”, explicou à Lusa Flávio Soares, presidente da JSD/Açores.

O líder da ‘jota’ regional garante que isso “não corresponde à verdade” e que “quem assinou a convocatória foi a presidente da mesa do congresso regional”.

“Só entendemos isto de uma forma: é que impugnaram os atos eleitorais cá nos Açores porque grande parte dos delegados dos Açores, legitimamente, e em liberdade, apoiam outro candidato à JSD nacional”, atirou Flávio Soares.

Contactada pela agência Lusa, a candidata à liderança nacional Sofia Matos conta que “depois de muita insistência para consultar as ditas convocatórias, junto dos serviços da sede nacional”, verificou que “quem tinha convocado as eleições para os órgãos nacionais da JSD, portanto, para a eleição de delegados, tinha sido a secretária regional dos Açores, Eunice Pinheiro”.

“Isto configura uma ilegalidade e uma violação dos estatutos, porque, para além de estar a extravasar os seus poderes enquanto secretária-geral regional, num órgão que nada tem a ver com a concelhia, está, no fundo, a limitar o órgão que tem competência para convocar essas eleições”, prosseguiu.

A deputada à Assembleia da República remeteu à Lusa cópias digitais das convocatórias dos concelhos da Ribeira Grande, Vila Franca do Campo, Calheta, Angra do Heroísmo e Santa Cruz da Graciosa, todas assinadas por Eunice Pinheiro Sousa.

Sofia Matos denuncia, ainda, que “a entrega de listas, que em todo o território nacional, continente e ilhas, é feita nas sedes, entregues aos presidentes de mesa, no caso dos Açores, era feita por email para a secretária-geral regional”, o que, “mais uma vez, é uma violação grave dos estatutos, para além de uma violação grave do princípio da igualdade em relação aos demais militantes”.

O líder da JSD/Açores, por sua vez, acusa a candidata que não ter “vontade” de esclarecer o sucedido, e mostra-se “indignado”, porque, “ao contrário do que fez Alexandre Poço”, que “sempre manteve contacto próximo com a JSD/Açores, independentemente de serem delegados que o apoiavam ou não”, a parlamentar “desde o Conselho Nacional, em fevereiro, nunca manteve contacto com a JSD/Açores, nunca tentou esclarecer as dúvidas que poderiam ter surgido dessa pequena confusão que ela fez”.

Flávio Soares considera que “uma pessoa que trata assim os Açores não respeita a autonomia” e “não respeita uma estrutura como JSD/Açores, que tem feito muito pela JSD, tem feito muito pelos jovens açorianos e, este ano, em ano de eleições regionais, estará ainda mais empenhada para vencer estas próximas eleições”.

A essas acusações, Sofia Matos respondeu mencionando que não era sua obrigação contactar a estrutura regional em relação a esta matéria, já que “quem tem que contactar são os meios jurisdicionais, para fazer prova daquilo” que está a impugnar.

Afirma, ainda, que, enquanto candidata, esteve nos Açores “com muito gosto”, mas frisa que, “relativamente ao resto, o que está aqui em causa é única e exclusivamente o exercício de um direito conferido pelos estatutos”.

As eleições disputadas por Alexandre Poço e Sofia Matos acontecem de forma descentralizada, nas sedes de distrito, das 12:00 às 19:00 de domingo.


 
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