Jerónimo reforça liderança


 

Lusa/AOonline   Nacional   1 de Dez de 2008, 14:05

Jerónimo de Sousa conseguiu a unanimidade na reeleição como secretário-geral do PCP, num congresso em que os comunistas afirmaram a “luta de massas” como estratégia de alternativa de esquerda, que não passa por alianças com BE e PS.
O PCP saiu deste XVIII Congresso Nacional, em Lisboa, com uma estratégia que passa pela CDU nas eleições de 2009 – europeias, legislativas e autárquicas – e pela “afirmação das ideias posições próprias do PCP” nas presidenciais de 2011.

    “A nossa participação no poder será quando o povo português quiser e, quando o for, será sempre com base numa política de verdade”, afirmou Jerónimo de Sousa num discurso aclamado de pé pelo congresso.

    Depois das críticas, no sábado, ao PS, à sua “ala esquerda”, de Manuel Alegre, que acusou de travar a subida do PCP, e ao Bloco de Esquerda, apelidado de “socialdemocratizante”, estavam fechadas as portas a mais entendimentos à esquerda.

    E hoje Jerónimo afirmou, da tribuna do espaço multiusos do Campo Pequeno, em Lisboa, que é pela “luta” dos portugueses, trabalhadores, operários, pequenos e médios empresários, que “se dará a ruptura e a mudança”, numa “ampla frente social” liderada pelo PCP.

    Num congresso de três dias quase sem polémicas internas – à parte alguma contestação à saída do histórico Carlos Costa, que deixa o Comité Central do partido, onde entrou em 1960 – ficam as votações esmagadoras dos órgãos dirigentes e uma frase de Jerónimo para quem sai.

    “Não faremos homenagens nem despedidas já que continuarão connosco e acima de tudo estarão com o partido”, afirmou.

    Num congresso em que os comunistas reafirmaram o “ideal comunista” e a “ideologia marxista-leninista como teoria aberta” e como “sistema superior da sociedade”, a ex-deputada Odete Santos fez a intervenção que mais emocionou os delegados e que só teve paralelo na homenagem, através de um filme, ao líder histórico do PCP, Álvaro Cunhal.

    O XVIII congresso procedeu a uma redução de 16 membros no Comité Central, de onde saem Honório Novo, Carlos Costa, Vítor Dias e o sindicalista José Ernesto Cartaxo, o mesmo acontecendo com a Comissão Política, registando-se as saídas de José Casanova e Agostinho Lopes.

    Pela tribuna do congresso passaram mais de cem delegados que apresentaram relatórios de actividades das respectivas organizações, insistindo nas mesmas críticas ao Governo e na defesa da “luta de massas”.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.