Jerónimo de Sousa considera que últimos quatro anos valeram a pena

Jerónimo de Sousa considera que últimos quatro anos valeram a pena

 

AO Online/ Lusa   Nacional   15 de Set de 2019, 11:50

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou este sábado que os últimos quatro anos na ‘Geringonça’ valeram a pena e recordou que nem sempre o PS acompanhou a CDU, tendo assumido medidas “contra a sua vontade”.

O líder comunista discursava pelas 22:30 numa festa-comício da Juventude CDU no Jardim de São Pedro de Alcântara, em Lisboa.

“Valeu a pena este percurso, em que nos últimos quatro anos o PCP e o PEV decidiram não desperdiçar nenhuma oportunidade para responder aos problemas mais pendentes da sociedade portuguesa. Não foram anos perdidos”, realçou Jerónimo de Sousa, perante cerca de 100 pessoas.

As declarações de Jerónimo de Sousa surgiram na sequência de uma notícia do jornal Expresso, no sábado, que dava conta que após a Festa do Avante! começou a circular nas redes sociais um “Manifesto dos Comunistas contra a Geringonça”, que reprova a estratégia seguida pelo PCP nos últimos quatro anos de Governo socialista.

Para o dirigente, muitas medidas foram assumidas contra a vontade dos socialistas durante os quatro anos de Governo socialista.

“O PS nem sempre acompanhou [a CDU]. Muitas medidas foram assumidas mesmo contra a sua vontade”, atirou o líder comunista.

De acordo com Jerónimo de Sousa, medidas como a aprovação da gratuitidade de manuais escolares, a redução de propinas no ensino universitário, baixar o IVA nos instrumentos musicais e nos espetáculos, entradas gratuitas nos museus aos domingos e feriados e a redução do preço dos passes sociais aconteceram por influência da CDU, interrompendo “medidas de ataques brutais ao presente e ao futuro dos jovens portugueses”.

Jerónimo de Sousa precisou que a implementação das ideias dos comunistas só foi possível após o PSD e o CDS terem sido afastados, em 2015, e porque o PS não tinha a maioria.

“O PS não tinha as mãos livres para executar o seu programa de sempre, porque era um Governo minoritário”, disse o secretário-geral do PCP.


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