IVA dos bilhetes baixou mas nem todos os espetáculos marcados estão mais baratos

IVA dos bilhetes baixou mas nem todos os espetáculos marcados estão mais baratos

 

Lusa/AO Online   Nacional   1 de Jan de 2019, 19:22

O IVA dos bilhetes de espetáculos é mais baixo a partir desta segunda feira, mas tal só se reflete no preço de alguns dos muitos eventos, em todo o país, cujos bilhetes já estavam à venda no ano passado.

Com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2019, o IVA baixou de 13% para 6% nas “entradas em espetáculos de canto, dança, música, teatro, cinema, tauromaquia e circo”, excetuando-se “as entradas em espetáculos de carácter pornográfico ou obsceno, como tal considerados na legislação sobre a matéria”.

No final de novembro, com a aprovação do Orçamento do Estado na generalidade, a Associação de Promotores, Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE) congratulou-se com a descida do IVA dos bilhetes, referindo que tal iria refletir-se nos preços, já partir de 01 de janeiro.

Nessa altura, a dirigente da APEFE Sandra Faria disse que “os bilhetes que estão à venda neste momento, com IVA a 13%, automaticamente, quando o IVA alterar, o preço vai baixar”. Sandra Faria sublinhou estar a falar apenas pela associação “e não por todo o país”.

E, de facto, num levantamento feito pela Agência Lusa, verifica-se que o preço não baixou em todos os espetáculos, nem mesmo em todos os que são promovidos por associados da APEFE, associação formalizada em 2017 e que reúne algumas das maiores promotoras, como a Everything is New, a Música no Coração, a Ritmos, a UAU, a Ritmos & Blues, a Better World, a Ao Sul do Mundo, a Sons em Trânsito, a Uguru e a Regiconcerto.

A Lusa começou por fazer um levantamento do preço dos bilhetes para os principais festivais de verão.

Os bilhetes diários para o Alive (que decorre em julho no Passeio Marítimo de Algés, Oeiras), para o Primavera Sound (junho no Parque da Cidade, no Porto) e para o Paredes de Coura (agosto na Praia Fluvial do Taboão, Paredes de Coura) são hoje mais baratos do que eram a 29 de dezembro.

Assim, hoje, um passe para o Alive custa 139,77 euros e um bilhete diário 60,98 euros, em vez de 149 euros e 65 euros, respetivamente. No caso do Primavera Sound, os passes baixaram de 110 para 103 euros e, no do Paredes de Coura, de 90 para 84 euros.

Os passes para os festivais Summer Fest (julho, na Ericeira) e o Vilar de Mouros (agosto, em Vilar de Mouros) mantinham hoje os mesmos preços do ano passado, 35 euros (sem campismo) e 70 euros, respetivamente.

Já os passes e bilhetes diários para os festivais Sudoeste (agosto na Zambujeira do Mar) e Super Bock Super Rock (SBSR) (julho no Meco, Sesimbra) aumentaram ou mantiveram os preços.

Um bilhete diário para o Sudoeste continua a custar 48 euros, já o preço dos passes aumentou de 100 para 105 euros, o bilhete diário do SBSR passou de 55 para 58 euros e o do passe de 105 para 110 euros.

Historicamente, há festivais como o Sudoeste e o SBSR que iniciam a venda de bilhetes com preços de promoção, que vão aumentando ao longo do tempo, até à sua realização.

Os bilhetes para o Marés Vivas (em julho no Cabedelo, Vila Nova de Gaia) já tinham baixado de preço a 03 de dezembro. “Com a reposição do IVA dos espetáculos nos 6%, a partir do dia 01 de janeiro, o Marés Vivas" assumiu, desde logo, no final de novembro, "o compromisso, disponibilizando, a partir do dia 03 de dezembro, os seus bilhetes com o preço final taxado ao consumidor com o IVA a 6%”, como anunciou então a promotora do festival.

Ainda na área da música, são vários os concertos cujos bilhetes continuam a custar hoje o mesmo que custavam a 29 de dezembro: "A história do hip-hop tuga" (08 de março na Altice Arena, Lisboa), Diogo Piçarra (09 de março no Teatro Municipal Pax Julia, Beja), "Salvador Sobral e Júlio Resende apresentam poesia inglesa de Fernando Pessoa" (12 de janeiro no C.C.C. Angra do Heroísmo, Açores), David Fonseca (14 de fevereiro no Teatro Aveirense, Aveiro), Sara Tavares (16 de fevereiro no Cine-Teatro Avenida, Castelo Branco) ou Expensive Soul – 20 Anos (23 de novembro na Altice Arena, Lisboa).

Mas também há vários concertos cujo preço dos bilhetes já reflete a descida do IVA.

Os poucos bilhetes que ainda há disponíveis para o concerto de Mariza, a 14 de março, no Coliseu de Lisboa, na galeria de pé, custam agora 18,60 euros (eram 20 euros). E para se ver os Metallica no Estádio do Restelo, em Lisboa, também ainda há bilhetes a 75 e a 90 euros (a 29 de dezembro custavam 80 e 95 euros).

Ver Luísa Sobral na Casa da Música, no Porto, a 09 de fevereiro, custa agora 23,45 euros (custava 25 euros), e os bilhetes para se ver Mishlawi no Hard Club, no Porto, são agora 15 euros (eram 16), enquanto os preços para o concerto da Dave Matthews Band, a 06 de abril, na Altice Arena, também estão mais baratos. Em 2018 custavam entre 42 e 65 euros e hoje custam entre os 39,40 e os 60,98 euros.

Nas peças de teatro, cujos preços a Lusa consultou, tudo se mantém igual.

“Rapunzel – O Musical”, no Politeama, Lisboa, no dia 12 de janeiro, custa entre 7,50 e os 15 euros, enquanto um bilhete para “Alice no País das Maravilhas”, de Ricardo Neves-Neves, a 26 de janeiro na Casa da Cultura de Ílhavo, custa cinco euros, para “O deus da carnificina”, a 31 de janeiro, no Teatro de vila Real, um bilhete custa 15 euros, e, para “Limbo”, a sessão de 18 de janeiro no Teatro Municipal São Luiz, Lisboa, os preços variam entre os seis e os 12 euros.

Nos espetáculos de Dança, tal como nos de Teatro, os preços mantinham-se hoje inalterados. O espetáculo do Ballet de l’Opéra de Lyon, a 16 de fevereiro, no Teatro Municipal Rivoli, no Porto, tem bilhetes a cinco e a dez euros e, para “Into the Light”, no Auditório do Museu do Oriente, Lisboa, uma entrada custa 12 euros.

Ver “A sagração da Primavera – Made in China", no Teatro das Figuras, em Faro, a 22 de março, continua a custar entre os 20 e os 22 euros e os preços bilhetes para “D.Quixote”, pela Companhia Nacional de Bailado, a 09 de março, no Teatro Camões, em Lisboa, mantêm-se entre os 10 e os 20 euros.

Os preços para sessões de cinema mantém-se inalterados nos 'sites' das exibidoras. No entanto, hoje, há muitas salas encerradas.




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