“É pouco provável que qualquer acordo que venha a ser alcançado seja substancialmente diferente ou constitua uma melhoria significativa em relação ao acordo que tínhamos inicialmente”, disse, numa entrevista ao canal ABC News divulgada hoje.
O antigo Presidente democrata defendeu que o acordo negociado em 2015 “funcionou durante um longo período” antes de os Estados Unidos se retirarem dele, numa referência à decisão tomada por Donald Trump durante o seu primeiro mandato na Casa Branca.
Obama sugeriu ainda que é preferível procurar uma solução diplomática que não satisfaça a 100% as exigências de Washington do que correr o risco de um conflito militar aberto.
“Isto recorda-nos que, perante muitos problemas complexos de política externa, a ideia de que podemos simplesmente impor a nossa vontade pela força ou recorrer a bombardeamentos para encontrar soluções pode, por vezes, parecer apelativa”, afirmou.
No entanto, acrescentou, é melhor “dedicar tempo à exploração de vias diplomáticas e esgotar todas as possibilidades de alcançar acordos que não resolvam 100% do problema, mas que resolvam 80% ou 90%”.
“Poder-se-ia pensar que já teríamos aprendido esta lição há muito tempo”, lamentou.
O ex-chefe de Estado manifestou também o desejo de que os bombardeamentos terminem e de que as populações civis deixem de sofrer as consequências da guerra.
“Espero que os bombardeamentos cessem e que os civis deixem de sofrer as consequências da guerra”, referiu.
No sábado, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos assinariam hoje um acordo com o Irão destinado a pôr termo à guerra no Médio Oriente e a permitir a reabertura imediata do estreito de Ormuz, uma informação que, até ao momento, não foi confirmada por Teerão.
