Açoriano Oriental
Investigação da corrupção deve ser toda realizada pela PJ
O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) disse que a investigação dos crimes de corrupção deve ser toda realizada pela PJ, acrescentando que aquela polícia deteve um alegado corrupto de três em três dias.
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Foto: Direitos Reservados
Autor: Lusa/Açoriano Oriental

 

"Nós respeitamos as decisões do Ministério Público, mas obviamente que eu gostaria que todos os crimes de corrupção fossem investigados pela PJ”, disse Almeida Rodrigues à margem da conferência “O combate à fraude e à corrupção”, em Lisboa.

Almeida Rodrigues acrescentou que embora todos devam combater a corrupção, a “realização da investigação do inquérito crime deve, preferencialmente, ser feito pela Polícia Judiciária”.

“O que posso dizer é a confiança que tenho na PJ, no seu saber alicerçado numa boa prática de décadas e também no recurso às técnicas especiais de investigação, que são necessárias e que eu advogo, na esteira do que foi consagrado na Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção, nomeadamente ações encobertas, gravação de conversações entre presentes, e entregas controladas”.

Para Almeida Rodrigues, é “fundamental” que no combate à corrupção se use toda a panóplia de meios e de técnicas que permitam investigar o crime grave, violento e organizado.

“Isto é, todas as ferramentas e todos os instrumentos jurídicos que são usados no combate ao crime transnacional devem ser usados no combate à corrupção, é isso que estamos a fazer e é precisamente por isso que estamos a prender um corrupto de 3 em 3 dias”, disse o diretor da PJ, acrescentando que em 11 meses aquela polícia deteve 119 pessoas suspeitas de corrupção.

“Cento e dezanove detidos no espaço de 11 meses significa que de três em três dias detivemos um suspeito pelo crime de corrupção”, concluiu.

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