Investidores mexicanos manifestaram interesse em Portugal

Investidores mexicanos manifestaram interesse em Portugal

 

Lusa/AO Online   Economia   17 de Out de 2013, 08:25

O primeiro-ministro português, que na quarta-feira esteve reunido com investidores mexicanos, entre os quais Carlos Slim, afirmou que houve uma manifestação de interesse em Portugal, em áreas como transportes, turismo e energia.

 

"Não quero estar nesta altura a anunciar nenhuma decisão que tenha sido tomada, porque não foi anunciada nenhuma decisão em particular, mas houve uma manifestação de interesse na economia portuguesa", afirmou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, durante uma receção à comunidade portuguesa na casa do embaixador português na Cidade do México.

Questionado sobre quais os setores que foram objeto de interesse, o primeiro-ministro português respondeu: "Estão muito relacionados quer com as concessões que iremos fazer na área dos transportes, bem como na área do turismo, na área da energia. Há vários domínios em que foi manifestado interesse na economia portuguesa".

Segundo Passos Coelho, o facto de Portugal estar submetido a um programa de resgate não provoca receios aos investidores. "Não, antes pelo contrário. Foi-me manifestado, em primeiro lugar, um reconhecimento muito grande pelo caminho que o país tem feito nestes anos e uma confiança muito grande quanto à nossa capacidade para ultrapassar essas dificuldades", disse.

"O ponto de inversão económica a que estamos a assistir em Portugal e o conjunto das reformas que realizámos mostram que este é o momento importante para que o investimento externo possa acorrer a Portugal", sustentou.

O chefe do executivo PSD/CDS-PP qualificou de "muito proveitoso" o encontro que teve com potenciais investidores mexicanos em Portugal. "Alguns deles, como é o caso do empresário Carlos Slim, têm um conhecimento aprofundado do nosso país e das oportunidades que ele encerra", referiu.

"Espero que eles possam acompanhar a visita quer do ministro das Relações Exteriores no primeiro semestre do próximo ano a Portugal, quer depois a visita do Presidente Peña Nieto", acrescentou.

Na quarta-feira, primeiro dia de uma visita oficial ao México que termina hoje, Pedro Passos Coelho reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos Mexicanos, Enrique Peña Nieto, com quem esteve depois num almoço que também contou com a presença do empresário Carlos Slim, um dos homens mais ricos do mundo.

À tarde, o primeiro-ministro português fez ainda uma curta intervenção num seminário empresarial e participou numa cerimónia em que recebeu a chave da Cidade do México, antes de seguir para uma receção à comunidade portuguesa.

Numa das várias intervenções que fez neste dia, Passos Coelho elogiou a "convergência multipartidária" promovida pelo presidente mexicano e defendeu a importância do consenso para a realização de reformas.

"A verdade é que ambos temos uma grande ambição nesse processo de reformas. Sabemos que elas são duradouras se souberem reunir o maior consenso possível nas nossas sociedades. Felicito-o por isso pela dedicação que tem atribuído à importância de ter uma convergência multipartidária para os objetivos importantes das reformas que está a empreender", afirmou.

"Sabemos, por experiência própria, o quão difícil é renovar e manter essas condições de consenso mais alargado. Mas, de facto, quem não o procura acaba por não dar a profundidade devida às reformas que pretende realizar", concluiu.

O presidente dos Estados Unidos Mexicanos, Enrique Peña Nieto, assinou a 02 de dezembro de 2012, um dia depois de tomar posse, um pacto com o Partido Revolucionário Institucional (PRI), pelo qual foi eleito, e com os dois principais partidos da oposição, Partido da Ação Nacional (PAN) e Partido da Revolução Democrática (PRD) para promover reformas em cinco áreas: direitos e liberdades, o crescimento económico e a competitividade, a segurança e justiça, a luta contra a corrupção e governação democrática.

 

 


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