Saúde

Infecções sexualmente transmissíveis estão a aumentar


 

Lusa/AOonline   Nacional   14 de Nov de 2008, 14:10

As infecções sexualmente transmissíveis estão a aumentar nos países ocidentais nos grupos homossexuais e bissexuais, revelou em Lisboa uma especialista à margem do 10.º Congresso Nacional de Dermatologia e Venereologia.
“No Reino Unido, na Holanda, na Espanha e noutros países ocidentais está a haver um ressurgimento de infecções que se pensavam controladas há anos, nomeadamente a sífilis, a gonorreia e a clamídia”, adiantou à agência Lusa Cândida Fernandes, médica dermatologista que, domingo, irá falar sobre “O que há de novo?” nas infecções sexualmente transmissíveis.

    Para uma rápida identificação de infecção, a médica afirmou que há “novos testes que estão a ser desenvolvidos para detectar, nomeadamente, a gonorreia e a clamídia”. Qualquer pessoa pode comprar um “kit” na farmácia e fazer o teste a si própria, não necessitando de se deslocar a um hospital.

    Depois da abertura do Congresso, houve entrega de vários prémios pela Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), que destacou alguns trabalhos nestas áreas.

    A bolsa de investigação da SPDV foi atribuída a Ricardo Vieira, do serviço de dermatologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

    “A nossa investigação vai incidir sobre o melanoma [tipo de cancro da pele mais grave], queremos perceber como é que as células benignas se transformam em células de melanoma, como é que o melanoma progride e por que é que uns melanomas têm um comportamento mais pacífico e outros mais agressivo”, explicou à Lusa o vencedor da bolsa de investigação.

    Ricardo Vieira adiantou que, com esta investigação, poderá ser possível identificar moléculas que “podem ser alvos terapêuticos”. “Se alguma dessas moléculas interferir com a evolução do melanoma e se as bloquearmos, vamos poder beneficiar os nossos doentes no futuro”, disse.

    Quanto ao prémio, referiu que “é o culminar de quatro anos de trabalho de investigação e trabalho clínico nesta área”.

    Na sessão de domingo “O que há de novo”, Ricardo Vieira irá divulgar novas terapêuticas na área da dermatologia, nomeadamente novos antibióticos que podem ser “uma mais valia” no combate a infecções que são dificilmente tratáveis por serem “muito resistentes”.

    “Outra inovação é na área do cancro da pele em que há novos medicamentos que modificam o sistema imunitário e facilitam a resolução de algumas doenças de pele que são mediadas pelo sistema imunitário”, acrescentou o investigador.

    O Congresso organizado pela SPDV, que começou hoje e termina domingo, conta com a presença de especialistas portugueses e estrangeiros.

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