Hugo Chávez criou Ministério de Energia Eléctrica

 Hugo Chávez criou Ministério de Energia Eléctrica

 

Lusa/AO Online   Internacional   22 de Out de 2009, 07:47

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou ontem que vai criar o Ministério da Energia Eléctrica para enfrentar os problemas no abastecimento de electricidade no país.

“Ainda não se sabe bem qual será o nome, mas será algo como Ministério de Energia Eléctrica (…) dei instruções para criar uma Comissão Estratégica para o sector eléctrico que será dirigida pelo vice-presidente (da República) Ramón Carrizales e dei instruções para que se incorporem os trabalhadores de maneira directa na gerência e gestão”, disse Hugo Chávez em Conselho de Ministros.

Nos últimos meses, o sistema eléctrico venezuelano registou vários grandes “apagões” com os cidadãos a queixarem-se de que várias zonas do país permanecem sem electricidade entre cinco a seis horas por dia.

“Depois de uma profunda análise e de uma revisão de todos os pormenores do diagnóstico do sistema eléctrico, para alem do fenómeno El Niño, verificámos que o consumo nacional aumentou de maneira gigantesca”, disse Hugo Chávez.

O presidente venezuelano pediu ainda aos ministérios e órgãos do Estado para decretarem “um plano de uso eficiente e de poupança de energia” para reduzir o consumo em pelo menos 20 por cento e em 50 cento no palácio presidencial de Miraflores.

Chavez pediu ainda à Corporação Eléctrica Nacional (CORPOELEC) para apresentar nos próximos cinco dias um programa que reflicta e atenda “com carácter de urgência” às necessidades de recuperação e modernização dos sistemas relacionados com a geração, transmissão e distribuição de energia, com finalidade de fazer frente à redução dos níveis de água das barragens do país.

O presidente explicou que as autoridades venezuelanas ponderam usar um avião especializado para fazer com que as nuvens produzam chuva, evitando assim que o nível de água da barragem de El Guri continue a descer.

Chávez anunciou que está em estudo a aplicação de sanções às entidades que não racionalizem o uso de energia e que proíbam a importação de produtos com baixa eficiência, considerados como “sucatas”.


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