Hugo Chávez apela à erradicação do capitalismo

Hugo Chávez apela à erradicação do capitalismo

 

Lusa / AO Online   Internacional   19 de Ago de 2008, 06:34

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez Frías, instou, segunda-feira, os seus simpatizantes a “erradicarem o capitalismo” para fazerem avançar o processo “revolucionário” de implementação de um regime de “socialismo do século XXI” e precisou que as terras são propriedade da nação.
    “A terra não é propriedade privada, a terra é propriedade da nação”, disse o Chefe de Estado, que sublinhou ainda que as pessoas compram o direito à terra mas o Estado deve garantir que “a utilizem bem”.

    “Não se pode permitir a ninguém, por mais valente que acredite ser, que não a utilize bem. A lei é a lei e só assim um país pode desenvolver-se (...) por isso é que os ricos e os oligarcas me odeiam. Estou obrigado a proteger os pobres e os mais débeis e a tirá-los da miséria”, disse.

    O presidente da Venezuela falava durante uma cerimónia de remissão de dívidas a camponeses, durante a qual foram exibidas máquinas agrícolas importadas da Argentina e da Bielorrússia para cultivar campos de arroz no Estado de Guárico, 250 quilómetros a Sul de Caracas.

    Hugo Chávez instou os simpatizantes da “revolução” a criarem “unidades de produção socialista” e a “erradicarem o capitalismo” dos campos venezuelanos, para permitir à população aceder a alimentos a preços justos, sem a mediação de especuladores.

    “Há que construir o socialismo. Há que apressar a marcha (...) o capitalismo é perverso e está a acabar com o mundo”, disse o Chefe de Estado que exortou o actual ministro de Agricultura, Elias Jaua, a aplicar uma polémica Lei de Terras que vigora desde 2005.

    “Tomemos esse rumo: uma nova etapa no cumprimento da Lei de Terras”, disse.

    Explicou que se a lei prevê para uma determinada localidade uma média de 40 hectares por pessoa, o Estado “num extremo de generosidade” pode permitir-lhe até o dobro mas se essa pessoa quiser "tudo ou nada", a polícia deverá intervir.

    Pedindo publicamente resultados ao ministro da Agricultura, Chavez comentou que muitos governantes se “esquecerame da revolução” embora fazendo coisas mínimas como “arranjar estradas, tapar um buraco, arranjar a água”.

    “Isso é bom mas há que fazer a Revolução”, sentenciou.

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