Conflito Geórgia/Ossétia

Guterres pede abertura de corredor humanitário

Guterres pede abertura de corredor humanitário

 

Lusa/AO online   Internacional   19 de Ago de 2008, 12:45

O Alto Comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, pediu à Geórgia e à Rússia que permitam a abertura de um corredor humanitário na zona do conflito.
Guterres fez o apelo durante uma reunião à porta fechada com o ministro de Reintegração da Geórgia, Temur Yakobachvili, informou a televisão georgiana.

    Após o encontro com representantes do governo local, o responsável português visitará os deslocados quer em território georgiano, quer em Vladikavkaz, capital da república russa da Ossétia do Norte.

    Depois viajará para Moscovo onde vai insistir também na necessidade de um maior acesso aos refugiados.

    Para o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), o principal problema para a chegada da ajuda humanitária aos deslocados é a presença de grupos armados e o mau estado das estradas.

    Yakobachvili acusou a Rússia de se negar a "organizar um corredor para as organizações internacionais na zona de conflito, onde se encontra a população georgiana".

    Segundo as autoridades georgianas, mais de metade da população de Gori já voltou a casa, embora as tropas russas ainda não tenham abandonado a cidade.

    Fontes russas, por seu turno, informaram do regresso à separatista Ossétia do Sul de mais de 13.000 refugiados que estavam na Ossétia do Norte.

    A Rússia anunciou que disponibilizará 180 milhões de euros para a reconstrução de Tskhinvali, capital da Ossétia do Sul que ficou praticamente destruída devido à guerra.

    A ACNUR calcula que 158.700 pessoas deixaram as suas casas desde que a guerra começou há duas semanas.

    Grupos humanitários dizem que estão a começar a chegar a cidades e aldeias que ficaram isoladas devido aos combates, mas o acesso à Ossétia do Sul continua a ser impossível.

    O Departamento das Nações Unidas para a Ajuda Humanitária (OCHA) fez segunda-feira um apelo a várias agências da ONU para obter 58.6 milhões de dólares (39.9 milhões de euros) para auxílio de emergência à região.

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