Greve do pessoal da PJ fez paralisar vários departamentos

Greve do pessoal da PJ fez paralisar vários departamentos

 

Lusa/AO Online   Regional   5 de Fev de 2019, 09:13

Vários departamentos da Polícia Judiciária estiveram, segunda-feira, paralisados devido à greve dos inspetores marcada pela Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC/PJ), disse à Lusa fonte sindical.

“Houve departamentos parados por completo e muitos a quase 100% como por exemplo Madeira, Vila Real, Portimão e Coimbra em praticamente todos os departamentos houve uma adesão superior a 80%”, revelou o presidente da ASFIC, Ricardo Valadas.

A greve de três horas cumprida ontem, adiantou o sindicalista, “obstaculizou todas as diligências que foram de manhã e prejudicou operações em curso”.

Como exemplo da falta de pessoal, uma das reivindicações das três estruturas sindicais que agendaram a greve, Ricardo Valadas lembrou que os departamentos de S. Miguel (Açores), Portimão, Braga e Vila Real não têm seguranças, “logo não pode cumprir os serviços mínimos”.

Foram decretados serviços mínimos para a paralisação dos investigadores que pressupõe o piquete na sede da PJ ter seis elementos, no Porto é obrigatório estarem cinco elementos e dois nas restantes direções espalhadas pelo pais.

Em termos investigação, a prioridade será para os crimes contra as pessoas.

Além da área da investigação estiveram em greve, elementos afetos à Associação Sindical dos Seguranças da Polícia Judiciária (ASS/PJ) e à Associação Sindical dos Funcionários Técnicos, Administrativo, Auxiliares e Operários da Polícia Judiciária (ASFTAO/PJ) .

Inspetores, seguranças e pessoal administrativo da PJ protestam contra o atraso na revisão das carreiras e na aprovação da nova lei orgânica desta polícia, a crónica falta de recursos humanos e materiais e a sucessiva recusa da tutela em promover a reposição dos escalões que foram congelados.

A greve prossegue esta terça-feira e até sexta-feira, interrompe no fim de semana, e reconheça dia 11 e 12.

Além disso, até dia 5 de março está prevista uma paralisação ao trabalho de prevenção e às horas extraordinárias.



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