Saúde

Governo vai criar figura do Coordenador Regional de Saúde Pública

Governo vai criar figura do Coordenador Regional de Saúde Pública

 

Rui Jorge Cabral   Regional   22 de Out de 2009, 12:21

O Governo Regional está a preparar uma reforma da Saúde Pública nos Açores, alterando os níveis de autoridades actualmente existentes e criando a figura do Coordenador Regional de Saúde Pública, que será uma espécie de "delegado de saúde dos Açores".

Esse coordenador regional irá superintender as várias autoridades de saúde de ilha e de concelho e articulará procedimentos com os restantes serviços de Saúde nos Açores. Uma reforma legislativa que visa também dar maior "eficiência e flexibilidade" à actuação dos delegados de saúde.

O anúncio foi feito esta manhã pelo Presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, na sessão de abertura do V Encontro de Enfermagem, que decorre em Ponta Delgada subordinado ao tema "Da intenção de mudar... À mudança", numa organização da Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros.

Uma reforma que, segundo o Presidente do Governo Regional, engloba sete diplomas que irão implicar alterações em diversos sectores do Serviço Regional de Saúde, não se confinando apenas à Saúde Pública.

Mudanças que Carlos César, em declarações aos jornalistas, não atribui nem à actuação dos delegados de saúde no combate à Gripe A, nem à dimensão que esta atingiu na ilha de São Miguel, com três concelhos já em fase de minimização, ou seja, com tratamento indiscriminado de todos os doentes com sintomas de gripe, por se considerar que a Gripe A já está disseminada e já não é possível de conter por identificação e isolamento dos doentes.

O Presidente do Governo Regional disse mesmo que "os delegados de saúde a nível concelhio têm desenvolvido uma acção muito rigorosa, empenhada e próxima da população", embora tenha também admitido que possa ter havido "deficiências" na forma como se lidou com a Gripe A em São Miguel.

As críticas de Carlos César foram unicamente dirigidas a Mário Freitas, que na condição de delegado de saúde da Lagoa e de São Miguel, na de especialista em Saúde Pública ou na de dirigente da Associação para a Promoção e Protecção da Saúde dos Açores (APPSA), tem por várias vezes criticado a acção do Governo Regional e das autoridades de Saúde Pública no combate à Gripe A.

Acusando-o de procurar o "estrelato televisivo", Carlos César afirmou não "apreciar" a forma de trabalhar do delegado de saúde de São Miguel e da Lagoa, que diz "polemizar um trabalho que deve ser muito ponderado" e cuja actuação diz também estar "longe de contribuir para o bom funcionamento do Serviço Regional de Saúde, tendo apenas contribuído para algum sentimento de insegurança e para uma tendência constante para o conflito".

Uma manifestação de descontentamento e uma retirada pública de confiança da parte do Presidente do Governo em relação à actuação do delegado de saúde da Lagoa e de São Miguel, que César garante, no entanto, não levar à saída antecipada de Mário Freitas dos seus cargos, embora o Presidente do Governo tenha dado a entender que a sua saída é certa como resultado da reforma legislativa das autoridades de Saúde Pública, altura em que todos os delegados de saúde cessarão obrigatoriamente funções.

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