Governo tem indicação dos investidores institucionais interessados nos CTT

Governo tem indicação dos investidores institucionais interessados nos CTT

 

Lusa/AO Online   Economia   18 de Nov de 2013, 18:50

O Governo tem a indicação dos investidores institucionais que estarão interessados na compra dos CTT e está "muito confiante no sucesso da operação" de privatização, disse hoje o secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações.

Sérgio Monteiro, que falava aos jornalistas no Ministério da Economia, em Lisboa, afirmou, em resposta aos jornalistas, ter a indicação dos investidores institucionais que poderão estar interessados na operação.

“Os bancos que nos assessoram nesta transação tiveram mais de 300 reuniões durante os últimos dias, não quer dizer que haja 300 investidores, porque houve investidores que foram visitados mais do que uma vez, mas (…) ao haver mais do que uma visita às vezes a algum investidor, quisemos ter duas, três vezes a confirmação do interesse”, disse o secretário de Estado.

Por isso, acrescentou, “estamos muito seguros relativamente à informação que temos, à recomendação que foi feita pelos assessores e à avaliação que fizemos de toda a informação disponível”.

“Estamos muito confiantes no sucesso desta operação e no sinal que passamos de vitalidade do mercado de capitais”, sublinhou o secretário de Estado.

O Governo anunciou hoje que as ações dos CTT – Correios de Portugal que serão vendidas em bolsa no âmbito da privatização terão um preço que oscilará entre os 4,10 euros e os 5,52 euros.

A Parpública venderá “até 105 milhões de ações, representativas de 70% do capital social dos CTT”, sendo 21 milhões através de oferta pública de venda (OPV) e o restante através de venda direta institucional (84 milhões de ações).

Do total reservado à OPV, um lote de 5,25 milhões de ações será para os trabalhadores dos Correios e 15,75 milhões de ações para o público em geral.

Sérgio Monteiro explicou que "se, por acaso, não houver interesse do lado de trabalhadores ou de pequenos subscritores na subscrição", essa percentagem pode ser transferida para os investidores institucionais.

Segundo o governante, para 100% do capital, o intervalo de valores do preço das ações fixado hoje avalia os CTT entre os 615 milhões de euros e os 828 milhões de euros. Se o Estado vender 70%, encaixa entre 430 e 578 milhões de euros, ficando ainda com 30% da empresa.

"Oportunamente diremos qual é o nosso plano relativamente aos 30%. Vamos, por ora, focar-nos da execução bem-sucedida, para defesa do interesse patrimonial do Estado e de todos os contribuintes, dos 70% de venda", argumentou.

Sérgio Monteiro considerou, em resposta aos jornalistas, ser um “ótimo sinal que alguns investidores entendam que o preço, mesmo o mínimo, é caro”, afirmando que tal significa que o Governo está “intransigentemente defender o interesse” dos cidadãos.

O governante disse não fazer qualquer “juízo de valor” relativamente às geografias de que poderão ser oriundos os investidores, argumentando que ao Governo interessa “a criação de valor estratégico para o país, que o serviço continue a ser prestado na mesma condição de qualidade e de regularidade e que o interesse patrimonial do Estado fique salvaguardado”.

Sérgio Monteiro escusou-se a dar detalhes sobre a operação, afirmando apenas que o calendário que estava inicialmente previsto para a privatização está a ser “escrupulosamente cumprido”.

O secretário de Estado reiterou ainda que, após a privatização dos Correios, “continuará a ser prestado um serviço público de qualidade, independentemente de a maioria do capital ser do Estado ou não”.

 


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