Governo Regional nega atrasos nos pagamentos aos agricultores e anuncia antecipação de ajudas

Governo Regional nega atrasos nos pagamentos aos agricultores e anuncia antecipação de ajudas

 

Aonline/Lusa   Regional   22 de Ago de 2011, 20:39

A directora regional dos Assuntos Comunitários da Agricultura, Fátima Amorim, afirmou esta segunda-feira que "todos os pagamentos" aos agricultores decorrentes dos programas POSEI e PRORURAl foram feitos "nos prazos establecidos" e revelou que algumas ajudas serão antecipadas.

"Esse assunto já está a ser tratado", afirmou Fátima Amorim, numa reacção a declarações da eurodeputada social-democrata Maria do Céu Patrão Neves e do presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, que defenderam a antecipação dos subsídios para ajudar os agricultores a enfrentar a crise originada pela seca que atinge o arquipélago.

Fátima Amorim salientou que o executivo açoriano, depois de concluído o processo com a Comissão Europeia, está em condições de antecipar duas ajudas do POSEI nos sectores do leite e da carne.

“A ajuda aos produtores de leite será paga a 27 de outubro e o prémio à vaca aleitante será pago a 24 de novembro", afirmou, recordando que habitualmente estes apoios são pagos em dezembro e em março do ano seguinte.

Segundo Fátima Amorim, “em Outubro entram no setor leiteiro da região mais de nove milhões de euros, uma antecipação de 50 por cento do prémio, e no setor da carne serão antecipados três milhões de euros, também o máximo previsto”.

A directora regional garantiu ainda que, na primeira quinzena de outubro, “serão pagos 75 por cento (de 12 milhões de euros) das ajudas do desenvolvimento rural, nomeadamente as indemnizações compensatórias e dos agroambientais”.

A eurodeputada social-democrata Maria do Céu Patrão Neves e o presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, estiveram hoje reunidos para analisar a “situação preocupante” que a seca está a provocar na agricultura do arquipélago, defendendo a necessidade de serem tomadas medidas que permitam “aliviar os agricultores”.

“É a maior seca de que há memória em 25 anos, com um impacto muito negativo na produção de leite e de carne”, afirmou a eurodeputada açoriana, enquanto Jorge Rita considerou que a produção de milho forrageiro este ano é “trágica”, admitindo que a quebra na produção pode ser na ordem dos 75 por cento.

A antecipação dos subsídios e a regularização dos pagamentos em atraso pelo Governo Regional são, na perspetiva de Jorge Rita, uma forma de ajudar a aliviar a situação no sector.


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