Governo investe 1,7ME em programa para desempregados fazerem 12º ano

Governo investe 1,7ME em programa para desempregados fazerem 12º ano

 

Lusa/AO online   Regional   18 de Dez de 2013, 16:25

O Governo dos Açores assinou esta quarta-feira um protocolo com as 16 escolas profissionais da região que visa que desempregados façam o 12.º ano, num projeto de 1,76 milhões de euros.

"Aderiram a este projeto do Reativar Escolar, nível secundário do 12.º ano, 16 escolas profissionais da região que irão disponibilizar 22 cursos, de 1.200 horas cada, que decorrerão durante o ano de 2014, o que representará um investimento do Governo dos Açores de 1 milhão e 760 mil euros", afirmou o vice-presidente do executivo açoriano.

Sérgio Ávila falava em Ponta Delgada, na cerimónia de assinatura dos protocolos, tendo revelado que os cursos vão ser administrados nas ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira, São Jorge, Pico e Faial.

"Este programa permitirá que mais de 500 açorianos que, estando desempregados, e que hoje apenas têm o 9.º ou o 10.º ano de escolaridade incompleto, passem, depois de completada esta formação, a ter o 12.º ano, melhorando claramente a sua qualificação e reforçando a sua aptidão para o mercado de trabalho", afirmou.

Segundo Sérgio Ávila, o Governo Regional dos Açores "tem nos desempregados a maior preocupação e na promoção do emprego a sua maior prioridade".

O vice-presidente da Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO) Domingos Borges, que é o representante nos Açores deste organismo, afirmou, por seu turno, que os 80 mil euros por cada ação de formação autorizada permite "compensar a redução de cursos" que houve no ano passado por falta de financiamento devido ao final do quadro comunitário de apoio em vigor.

"O orçamento sofre redução em função do número de turmas que são reduzidas porque nós somos financiados à turma. No ano passado, a reposição deveria ter sido na ordem das 60 turmas e foram repostas apenas 38 e portanto no fundo estes cursos vêm compensar essa redução", afirmou.

As escolas profissionais dos Açores aguardam o novo quadro comunitário de apoio, de 2014 a 2020, e que o cenário mude com pelo menos 10 a 12 turmas para assegurar o financiamento necessário.

"Temos 22 alunos em média por turma e os cursos são aprovados pela Direção Regional e se nós pedimos 10 cursos e se nos aprovam só cinco só podemos pôr o número de alunos referente a esses cursos", esclareceu Domingos Borges, assegurando que a procura de cursos profissionais é superior às vagas existentes.


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