Governo interino da Venezuela substitui chefe operacional das Forças Armadas

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, destituiu Domingo Hernández Lárez, alvo de sanções por parte dos Estados Unidos, do cargo de chefe do Comando Estratégico Operacional da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB)



O novo comandante estratégico operacional, major-general Rafael Prieto Martínez, exercia o cargo de inspetor-geral da FANB desde 2024 e, na rede social Instagram, descreve-se como um "venezuelano revolucionário, chavista e patriota". Hernández Lárez ocupava o cargo desde 2021.

Rodríguez também substituiu os comandantes gerais do Exército, da Aviação Militar, da Marinha, da Guarda Nacional Bolivariana e da Milícia, um dia depois de ter anunciado dez nomeações, entre as quais a de Gustavo González López como ministro da Defesa, cargo que Vladimir Padrino López ocupava desde 2014.

Estas nomeações ocorrem dois meses e meio após a captura e extração para Nova Iorque de Nicolás Maduro pelas forças dos Estados Unidos numa operação em território venezuelano.

"Anuncio ao país a nomeação dos membros do alto comando militar renovado que acompanharão o ministro do Poder Popular para a Defesa, general-chefe Gustavo González López, com o firme compromisso e lealdade patriótica de garantir a soberania, a paz, a estabilidade e a integridade territorial da república", afirmou Rodríguez na plataforma de mensagens Telegram.

A mandatária pediu que se "trabalhasse incansavelmente pela concretização de uma Venezuela soberana, justa e solidária", bem como pela construção de "um país de justiça social e felicidade absoluta para todos".

O novo ministro da Defesa, de 65 anos, assumiu o cargo no maior complexo militar da Venezuela, o Forte Tiuna, em Caracas, pouco mais de dois meses depois de ter sido nomeado pela presidente interina como comandante da Guarda de Honra Presidencial e chefe da Direção Geral de Contra-Inteligência Militar (DGCIM), cargos que foram atribuídos a Henry Navas e Germán Gómez, respetivamente.

González López esteve duas vezes à frente do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), primeiro entre 2014 e 2018 e depois de 2019 a 2024, ambos por nomeação de Maduro, atualmente detido em Nova Iorque juntamente com a sua esposa, a deputada Cilia Flores, também capturada em janeiro, onde aguardam julgamento por acusações relacionadas com narcoterrorismo e tráfico de droga, entre outras.

Tanto a DGCIM como o Sebin foram apontados por organizações não-governamentais e pela Missão Internacional Independente da ONU para a Venezuela como responsáveis por violações dos direitos humanos.


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