Morreu Silvino, antigo guarda-redes de Benfica, FC Porto e seleção portuguesa

O antigo guarda-redes Silvino Louro, que jogou por Benfica e FC Porto e foi internacional por Portugal, morreu quinta-feira aos 67 anos, informou a Federação Portuguesa de Futebol (FPF)



"A FPF associa-se à dor da família, dos amigos e de todos os que com ele privaram, recordando com respeito e reconhecimento o contributo e legado de Silvino Louro para o futebol português. Mais do que o guarda-redes, Silvino ficará para a história pelo caráter, profissionalismo e boa disposição, numa figura consensual para todos os adeptos", lê-se numa nota publicada no sítio oficial do organismo na Internet.

Nascido em Setúbal, em 1959, Silvino representou Vitória de Setúbal, Vitória de Guimarães, Desportivo das Aves, Benfica, FC Porto e Salgueiros ao longo de duas décadas como jogador e conquistou oito troféus, por entre 23 internacionalizações ao serviço da seleção principal de Portugal.

O resto da carreira foi dedicado ao treino especializado de guarda-redes, com passagens por FC Porto, os ingleses do Chelsea e do Manchester United, os italianos do Inter Milão e os espanhóis do Real Madrid, sempre integrado na equipa técnica de José Mourinho, atual treinador do Benfica, antes de uma última experiência nos sudaneses do Al Hilal Omdurman.

Formado no Vitória de Setúbal, Silvino alinhou pela equipa sénior sadina entre 1978/79 e 1981/82, rumando, depois, ao Vitória de Guimarães, no qual realizou duas temporadas e fez a estreia pela seleção ‘AA’ nacional.

O guarda-redes viria a trocar os vimaranenses pelo Benfica, mas não fez qualquer jogo em 1984/85, por estar atrás de Manuel Bento na hierarquia da baliza ‘encarnada’, e foi cedido ao Desportivo das Aves em 1985/86.

De regresso à Luz, venceu quatro títulos de campeão nacional (1986/87, 1988/89, 1990/91 e 1993/94) nas oito épocas subsequentes, mais uma Taça de Portugal (1986/87) e uma Supertaça Cândido de Oliveira (1989).

Nesse período, foi titular nas últimas duas finais disputadas pelas ‘águias’ na então designada Taça dos Campeões Europeus, perdendo frente aos neerlandeses do PSV Eindhoven, através do desempate por penáltis, em 1987/88, e aos italianos do AC Milan, como capitão dos ‘encarnados’, em 1989/90.

Silvino voltou ao Vitória de Setúbal em 1994/95 e alinhou nas temporadas seguintes no FC Porto, no qual conquistou dois campeonatos (1995/96 e 1996/97), tendo cumprido os últimos jogos da carreira no Salgueiros em 1997/98, campanha marcada igualmente pela despedida da seleção lusa.

Já como treinador de guarda-redes, função iniciada na FPF, entre 2000 e 2002, destacou-se ao lado de José Mourinho nas duas primeiras décadas do século XXI e trabalhou com referências mundiais das balizas.

O compatriota Vítor Baía (FC Porto), Petr Cech e Thibaut Courtois (ambos no Chelsea), o brasileiro Júlio César (Inter Milão), cujo trajeto incluiu uma passagem pelo Benfica, Iker Casillas (Real Madrid), contratado pelos ‘dragões’ na reta final da carreira, ou David de Gea (Manchester United) coincidiram com Silvino, que colecionou diversas conquistas nacionais e internacionais nos bancos e despediu-se do futebol em África, em 2021.


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