Apagão

Maioria das recomendações dos peritos está implementada ou em implementação

A REN considerou que as medidas recomendadas pelos peritos europeus que investigaram o apagão ibérico de abril de 2025 não são novidade para Portugal, "estando a maioria delas já implementadas ou em implementação"



"O relatório do Expert Painel da ENTSOE, aprovado por unanimidade, incluindo o ACER, vem confirmar o que a REN diz desde o primeiro momento, nomeadamente que a crise teve origem em Espanha e a sua propagação ao Sistema Elétrico Nacional (SEN) era inevitável", disse fonte oficial da REN à Lusa.

Para a gestora da rede elétrica nacional, nenhuma das cerca de 20 recomendações dos peritos "é considerada uma novidade para Portugal, estando a maioria delas já implementadas ou em implementação, nos termos da legislação, regulamentos e decisões aprovadas pelo Governo, Regulador sectorial e Direção Geral de Energia e Geologia".

Estas medidas sugeridas pela ENTSOE aos associados, "mas também a outras entidades, nomeadamente governos, reguladores e até às entidades europeias, provam que a indústria e o setor reagem aos desafios com que se vão deparando, em consequência de uma transição energética que implica grandes alterações nas redes de transporte, distribuição e fontes de energia", notou a REN.

Entre as recomendações, os peritos defenderam o reforço do controlo de tensão e da coordenação entre produção, distribuição e transporte de eletricidade

O documento, que foi divulgado hoje, refere que até as 11h33m18 (hora portuguesa), momento em que o Sistema Espanhol e, por efeito de propagação, o SEN, atingiram o ponto de não retorno, nenhuma fonte de geração de electricidade em Portugal se tinha desconectado da Rede, facto que comprova a origem do apagão.

Os peritos referem ainda que o apagão "não resultou de uma única causa, mas de uma combinação de factores que tornam único este evento", salientou a REN.

A 28 de abril de 2025, a Península Ibérica sofreu uma falha elétrica que deixou milhares de pessoas às escuras por várias horas, sem acesso a transportes, comunicações e serviços básicos. Em Portugal, o apagão, que teve origem no país vizinho, foi pelas 11h33.

Os especialistas concluíram que o incidente resultou de múltiplos fatores técnicos, mas não atribuíram responsabilidades legais, remetendo essa avaliação para as autoridades nacionais.

A investigação identificou uma combinação de fatores, incluindo limites de tensão diferenciados, baixa carga nas linhas, falhas em sistemas de proteção e insuficiências no controlo dinâmico da tensão.


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