Governo é o "conselho de administração do grande capital"


 

Lusa/AO online   Economia   31 de Out de 2013, 16:34

O deputado do PCP Paulo Sá tratou esta quinta-feira o Governo da maioria PSD/CDS-PP como um "conselho de administração do grande capital", ao "atuar de forma diligentíssima" para fazer a reforma do Estado Social à medida da direita.

 

"Atuando de forma diligentíssima como conselho de administração do grande capital, o Governo procura ainda, ao arrepio da Constituição, concretizar uma velha aspiração da política de direita: reconfigurar o Estado à medida dos interesses da banca e dos grandes grupos económicos, à custa dos rendimentos dos trabalhadores e seus direitos sociais", afirmou, no Parlamento.

Durante o debate sobre a proposta do executivo liderado por Passos Coelho e Paulo Portas para o orçamento do Estado de 2014, o parlamentar comunista disse que a discussão era antes sobre "o orçamento do BPI, do BANIF ou do BCP" e "dos grupos Sonae, Jerónimo Martins, Amorim, EDP, GALP ou Mota Engil" que já receberam "5.600 milhões de euros para a recapitalização" e "centenas de milhões de euros com a reforma do IRC", respetivamente.

"O Governo não quer encontrar solução para o desemprego porque não tem interesse nisso. Sem desemprego teria mais dificuldade em impor reduções de salários ou aumentos de horários de trabalho. O Governo mantém mais de um milhão e quatrocentos mil desempregados porque essa é uma peça central da sua estratégia política", acusou Paulo Sá.

O deputado do PCP destacou que, além da "brutal redução dos rendimentos de quem vive do seu trabalho", o executivo da maioria "avança com novos cortes nas funções sociais do Estado, em particular na Saúde (menos 848 milhões de euros do que em 2012) e na Educação (menos 570 milhões de euros)".

Paulo Sá, cujo grupo parlamentar anunciara votar contra a proposta de lei já na generalidade, sexta-feira, voltou a apresentar as propostas alternativas do PCP, confirmando que serão apresentadas em sede de especialidade: a renegociação da dívida (pagar apenas 2,5 por cento do valor das exportações), a suspensão e extinção das Parcerias Público-Privadas e a anulação dos contratos de gestão de risco (?swap') no setor público.



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