Governo e associações assinam protocolo que beneficia ex-combatentes


 

Lusa/Ao online   Nacional   21 de Nov de 2007, 05:30

O secretário de Estado de Defesa Nacional, João Mira Gomes, preside hoje à assinatura de um protocolo entre o Governo e associações de ex-combatentes com a finalidade de tornar céleres os processos por "stress" de guerra.
O protocolo, que abrange 140 mil ex-combatentes com problemas psicológicos, dos quais 40 mil sofrem de "stress" pós-traumático, envolve a Associação dos Deficientes das Forças Armadas, a Associação Portuguesa dos Veteranos de Guerra e a Associação de Apoio aos Ex-combatentes Vítimas de Stress de Guerra.

    A partir de agora as Organizações Não-Governamentais poderão passar a preencher o chamado modelo 2 (formulário onde é feito o despiste da doença, depois de uma primeira consulta com o médico de família) caso o Serviço de Saúde Mental do Ministério da Saúde não o faça nos 60 dias a que está obrigado por lei.

    O presidente da Associação de Apoio aos Ex-combatentes Vítimas de Stress de Guerra (APOIAR), Armindo Roque, diz que esta transferência de competências, reivindicada desde 1994, "vai reduzir, em anos, uma tarefa que levava imenso tempo a ser concretizada devido à falta de psiquiatras no Serviço de Saúde Mental".

    "Este protocolo atribui-nos essa competência poupando aos ex-combatentes esse enorme sacrifício e calvário a que muitas vezes estavam sujeitos", acrescentou.

    Para Armindo Roque, "o Estado acaba por reconhecer às ONG's competência, idoneidade e confiança".

    Ainda segundo Armindo Roque, existem cerca de 140 mil ex-combatentes com problemas psicológicos dos quais 40 mil sofrem de "stress" pós-traumático.

    Cada uma destas três Associações recebe um apoio do Estado de 125 mil euros/ano, tendo as consultas passado de um milhar em 2004 para três mil em 2006.

    "Este ano, registamos já um aumento de 30 por cento relativamente ao ano anterior", adiantou.

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