Governo dos Açores acolhe com “grande satisfação” descoberta de campo hidrotermal

Governo dos Açores acolhe com “grande satisfação” descoberta de campo hidrotermal

 

Lusa/AO Online   Regional   20 de Jun de 2018, 18:14

O secretário regional do Mar, recebeu com “grande satisfação” a notícia da descoberta de um novo campo hidrotermal, que, dos oito conhecidos no arquipélago, é o que fica a menor profundidade.

Gui Menezes referiu à agência Lusa que, com base nos dados conhecidos, este novo campo hidrotermal tem “características um pouco diferentes”, indo agora esperar pela realização de mais estudos.

Uma expedição científica no mar dos Açores descobriu um campo hidrotermal novo, o primeiro através de meios exclusivamente portugueses e também o que fica a menor profundidade de todos os oito campos conhecidos nos Açores.

“Estamos muito orgulhosos”, disse à Lusa Emanuel Gonçalves, líder da Expedição Oceano Azul e administrador da Fundação Oceano Azul.

Contactado telefonicamente pela Lusa, Emanuel Gonçalves explicou que a descoberta “foi uma felicidade”, mas os investigadores já tinham indícios.

“Havia indícios de que podia haver este tipo de atividade e termos selecionado esta região não foi por acaso. Mas não havia evidências, apenas indícios, foi uma felicidade”, disse o responsável à Lusa.

A expedição científica Oceano Azul começou no dia 03 e termina no próximo sábado e tem como objetivo explorar zonas ainda pouco conhecidas do mar dos Açores para promover a conservação marinha, no âmbito do programa “Blue Azores”.

E foi dentro dessa expedição que foi feita a descoberta, a 570 metros de profundidade, no monte submarino Gigante, a 60 milhas da ilha do Faial.

Para o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia os campos hidrotermais constituem ecossistemas “muito interessantes e singulares”, cativando inúmeros investigadores que se dedicam ao seu estudo pelas suas particularidades quimiosintéticos, que albergam uma fauna e flora “muito diferentes dos restantes”.

O governante destaca o facto de os Açores serem uma região “muito singular e interessante” em termos de ecossistemas de profundidade e, face à dimensão do território marinho, “existe ainda um grande potencial de descoberta científica, de novas espécies”, a que acresce o facto de o conhecimento do mar profundo, mesmo na região, ser “ainda muito reduzido”.



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