Crise financeira

Governo alemão apresenta plano de emergência

Governo alemão apresenta plano de emergência

 

Lusa/AOonline   Economia   13 de Out de 2008, 11:00

O governo alemão apresenta um plano de emergência de cerca de 400 mil milhões de euros para ajudar bancos em situação precária e consolidar a economia, anunciaram fontes do executivo.
Os últimos detalhes do plano foram aprovados numa reunião no domingo à noite entre a chanceler Ângela Merkel, o ministro das finanças, Peer Steinbrueck, e o vice-chanceler Frank-Walter Steinmeier, refere a a agência alemã DPA.

    O plano será debatido no gabinete ministerial ao fim da manhã de hoje e apresentado depois aos grupos parlamentares, antes de Ângela Merkel se dirigir ao país, pelas 15:00 (14:00 em Lisboa) para explicar a decisão.

    O plano, válido até finais de 2009, como revelou ao primeiro canal da televisão pública o líder parlamentar dos democratas-cristãos, Volker Kauder, tomará a forma de uma lei urgente e deverá ser aprovado em breve nas duas câmaras legislativas, o Parlamento Federal e o Conselho Federal.

    Segundo a imprensa alemã, O plano está em consonância com as decisões tomadas na Cimeira dos chefes de governo do Eurogrupo, no domingo, em Paris, nomeadamente quanto a garantias a conceder pelo Estado a empréstimos entre bancos.

    Além disso, deverá ser também criada uma linha de crédito para bancos com falta de liquidez, para impedir a respectiva falência, e passará a haver uma intervenção directa do estado nas instituições financeiras em que intervir, embora o governo germânico tenha evitado utilizar a expressão “nacionalização parcial”.

    Um banco que recorra à ajuda do Estado terá assim de contar com “grandes limitações, incluindo a revisão do sistema de remunerações dos gestores”, anunciou Volker Kauder na ARD.

    Entretanto, o ministro das finanças, Peer Steinbrueck, já admitiu que os custos da crise financeira vão obrigar o executivo a abandonar a meta de apresentar até 2011 um orçamento equilibrado, sem contrair novas dívidas.

    Esta era uma dos grandes emblemas da chanceler Ângela Merkel na actual legislatura, que agora a coligação de democratas-cristãos (CDU/CSU) e sociais-democratas (SPD) se vê forçada a abandonar.

    Em declaração ao tablóide Bild, Steinbruck referiu, no entanto, que o governo “não perderá de vista” este objectivo, garantindo, simultaneamente, que nenhum depositante tem razões para recear pelas suas poupanças.

    Em resultado dos esforços a nível europeu e a nível interno para tentar debelar a crise financeira internacional, o Dax, índice bolsista que agrupa as 30 maiores empresas alemãs, subiu hoje quase 6 por cento na abertura das transacções, em Frankfurt, acompanhando assim a tendência das bolsas asiáticas.

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