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Governador do BdP pede ao Governo "esforço do lado da despesa"


 

Lusa/AO online   Economia   14 de Set de 2011, 10:44

O governador do Banco de Portugal (BdP) defendeu um "esforço pelo lado da despesa", uma vez que o país não produz o suficiente para a suportar, mas também afirmou que é “ilusório” pensar numa grande redução a curto prazo.
“No curtíssimo prazo, era ilusório pensar, e aí temos fazer justiça ao ministro das Finanças, que podemos fazer uma intervenção adequada em matéria de redução das despesas públicas”, disse Carlos Costa em entrevista ao Hora H do Jornal de Negócios.

Ainda assim, o responsável afirmou que na consolidação orçamental “o esforço tem de ser feito do lado da despesa”.

Para Carlos Costa, Portugal tem um “Estado que foi acumulando camadas” de funções ao mesmo tempo que tem “administração a menos”, ou seja, falta de eficiência na gestão e organização.

Além disso, destacou, o Produto Interno Bruto (PIB) não “suportou a acumulação de tarefas que foram dadas ao Estado”.

Carlos Costa defende que o Governo tem de “tratar do numerador”, ou seja, a “dívida externa e o défice”, cuidando ao mesmo tempo do “denominador”, o Produto Interno Bruto.

“A gestão desse processo passa pelo incremento da área dos bens transaccionáveis e das exportações, o que implica financiamento que eleve o crescimento económico que venha confortar o esforço em paralelo que se faz pelo lado da despesa pública”, afirmou.

O responsável pela supervisão bancária disse ainda que o processo de crescimento económico “vai depender” também do modo como se processar “a desalavancagem e organização do sistema financeiro”, a “transferência de crédito à economia”, assim como a “optimização” deste pelas empresas”.

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