FNE vai propor novo modelo de avaliação docente


 

Lusa/AOonline   Nacional   4 de Out de 2008, 15:53

O secretário-geral da Federação Nacional de Educação (FNE) garantiu hoje que aquele organismo vai construir uma proposta alternativa ao modelo de desempenho dos professores e "contribuir seriamente para uma solução que seja exequível e mobilize as pessoas".
 João Dias da Silva, que intervinha em Coimbra, na conferência nacional que assinala o Dia Mundial do Professor, afirmou que a FNE pretende "construir uma sucessão de alternativas até encontrar uma onde os professores se revejam".

    "Queremos uma avaliação útil nas suas finalidades, uma avaliação de desempenho que seja considerada mobilizadora", frisou o dirigente perante uma plateia de docentes.

    "É um desafio que temos pela frente", salientou.

    Subordinada ao tema "Professores de Qualidade em Escolas de Qualidade", a conferência tem por objectivo esclarecer os docentes sobre o modelo de avaliação de desempenho em vigor e debater internamente a "construção de uma proposta alternativa".

    "A melhor forma de comemorar o Dia Mundial do Professor é construindo, promovendo o debate interno e a construção de uma proposta alternativa de desempenho que ouça as pessoas que a aplicam e reflectem sobre ela", considerou o líder da FNE.

    Segundo José Ricardo Nunes, vice-secretário-geral da FNE, "as mudanças em educação só têm sucesso se os professores e todos os profissionais da educação forem mobilizados para nelas participarem activamente".

    Para este dirigente, também presidente do Sindicato dos Professores da Zona Centro, a "introdução do novo modelo de avaliação de desempenho veio agravar o clima de tensão que se vive nas escolas", trazendo para o "quotidiano escolar uma perturbação que não beneficia em nada o trabalho na sala de aula".

    Alertando para a falta de atractividade da profissão docente, José Ricardo denunciou que muitos professores abandonaram o ensino nos últimos anos e que muitos outros estão em vias de abandonar, seja por via da mobilidade voluntária ou pela aposentação antecipada.

    "Verificamos o mesmo fenómeno nos jovens que ingressam no ensino superior. Quase ninguém escolhe como primeiras prioridades os cursos em ensino, colocando um problema sério para o futuro muito próximo que é o da renovação dos quadros docentes", sublinhou.

    José Ricardo considerou que o Ministério da Educação é responsável por esta situação, ao transmitir para a opinião pública mensagens de que os professores sofrem de "preguiça, incompetência, falta de profissionalismo e de fuga ao trabalho".

    Na conferência nacional da FNE, que se prolonga durante todo o dia de hoje, em Coimbra, intervieram durante a manhã o Inspector-Geral da Educação, José Maria Azevedo, e o ex-secretário de Estado da Educação Domingos Fernandes.

    

  

   

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