Festival Azure leva pela primeira vez aos Açores Kappa Jotta e Estraca

Festival Azure leva pela primeira vez aos Açores Kappa Jotta e Estraca

 

Lusa/AO Online   Regional   12 de Jul de 2018, 18:15

O festival Azure, que decorre nos dias 13 e 14 de julho, em Angra do Heroísmo, tem como cabeças de cartaz Kappa Jotta e Estraca, nomes do hip-hop português que atuam pela primeira vez no arquipélago.

“Este ano temos o Kappa Jotta, que vem cá pela primeira vez, e o Estraca, que também vem pela primeira vez. O Kappa Jota foi o artista revelação em 2014 [pelo ‘site’ HipHopWeb]. O Estraca é uma das maiores promessas da música nacional”, adiantou, em declarações à Lusa, a diretora de comunicação do festival, Melissa Ficher.

Criado em 2017, o Azure, que assinala a sua 11.ª edição, tem como objetivo a apresentação de um cartaz “alternativo e diferenciado”, sendo dirigido sobretudo às camadas mais jovens, o que levou a uma maior aposta, este ano, no hip-hop.

“Apesar de nós tentarmos fugir àquilo que mais se vê por aí, também temos de tentar agradar ao público e a verdade é que o hip-hop neste momento é muito atrativo, especialmente para os jovens”, salientou Melissa Ficher.

A divulgação do evento, organizado pela associação Jaçor – Juventude dos Açores, foi feita sobretudo nas redes sociais e a reação do público tem sido positiva, elevando as expectativas da organização.

“Normalmente, temos sempre alguns visitantes de outras ilhas, em especial, público nacional também algum, inclusive turistas que às vezes estão cá e vão ao Azure. Já nos últimos cinco, seis anos, tem-se visto isso e portanto a nossa expectativa este ano é que venham novamente pessoas de outras ilhas e de Portugal continental”, apontou a diretora de comunicação.

O cartaz da 11.ª edição do Azure, que se realiza na zona de lazer de Santa Bárbara, na ilha Terceira, integra também vários DJ, como Oder, vencedor dos prémios de “Melhor DJ”, “Melhor Produtor” e “Melhor Faixa” nos Portuguesa DNB Awards, em 2012.

Passam ainda pelo palco do festival os DJ Juggler, Psytoon, Goldshake & Bekawak, Lino, João Luís, Luís Bravo, Hugo 3M e Macow & Conga, o que, segundo Melissa Ficher, reflete a valorização dos artistas locais.

“Temos de valorizar o que é nosso. Queremos ter um cartaz diversificado e que valorize aquilo que é nosso. Tentamos também sempre fugir às programações clichê e ter um pouco de todos os estilos”, frisou.

Para atrair público de outras faixas etárias, o festival conta também com a Festa dos Trintões e com os RAM, uma banda local de rock, mantendo atividades e campanhas de sensibilização ambiental.

Segundo a diretora de comunicação do evento, as principais dificuldades de organizar um festival que procura ser mais “alternativo” na ilha Terceira são logísticas e financeiras.

“São dois dias de festival, mas a verdade é que durante todo o ano se trabalha para se tentar conseguir manter um cartaz à altura daquilo que queremos e tentar cumprir os nossos objetivos. É muito trabalhoso, porque são poucas as pessoas que trabalham nisto todo o ano, mas depois existem imensos voluntários que nos têm ajudado”, avançou.



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