Política

Ferreira Leite atribui polémica em torno das suas afirmações à "luta partidária"


 

Lusa/AOonline   Nacional   20 de Nov de 2008, 17:20

A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, atribuiu a polémica em torno das suas afirmações sobre a democracia a “questões da luta partidária”, considerando que não tem “propriamente nada que esclarecer”.
“Não tenho propriamente nada que esclarecer porque as questões de luta partidária são algo complexo”, respondeu Manuela Ferreira Leite aos jornalistas, quando instada a esclarecer o sentido das suas afirmações.

    Referindo-se ainda à luta partidária, a presidente do PSD acrescentou: “Faz parte da vida, mas convivo bem com ela”.

    Manuela Ferreira Leite defendeu segunda-feira, durante uma conferência, que em democracia não é possível fazer reformas contra as classes profissionais, demarcando-se da atitude do Governo, em resposta a uma questão da assistência sobre a reforma do sistema de justiça.

    “Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se”, observou a presidente do PSD, acrescentando: “E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia”.

    “Agora, em democracia efectivamente não se pode hostilizar uma classe profissional para de seguida ter a opinião pública contra essa classe profissional e então depois entrar a reformar – porque nessa altura eles estão todos contra”, concluiu Manuela Ferreira Leite.

    Estas afirmações motivaram críticas do PS e do ex-presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, e no mesmo dia foram explicadas pelo secretário-geral do PSD, Luís Marques Guedes, como sendo uma crítica irónica “à forma autoritária de governar” do executivo socialista.

    Sem criticar Manuela Ferreira Leite, o ex-candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho considerou contudo que a presidente do partido “corrigirá com certeza as suas afirmações” porque “não pode ter querido dizer aquilo que disse”.

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