Eleições

Ferreira Leite acusa socialistas de "coarctarem a liberdade" para manterem o poder


 

Lusa/AO   Regional   3 de Out de 2008, 06:28

A líder do PSD acusou, quinta-feira, nos Açores, os socialistas de "coarctar a liberdade das pessoas" de forma "subtil" para manter o poder, alertando que nada muda enquanto os eleitores votarem PS.
"O Partido Socialista para se manter no poder, o meio que mais utiliza é coarctar a liberdade das pessoas. A nossa democracia, não me canso de dizer, está muito doente. Não foi para isso que houve uma Revolução de Abril", afirmou Manuela Ferreira Leite, na sua primeira visita à Ilha do Faial, nos Açores.

    A líder nacional do PSD participou ao lado do presidente do partido nos Açores, Carlos Costa Neves, num jantar comício no Faial, no âmbito da pré-campanha para as regionais de 19 de Outubro, naquela que deverá ser a sua última presença no Arquipélago antes das eleições.

    Manuela Ferreira Leite assegurou não ter dúvidas que "existe uma sensação de receio e de medo na sociedade" em criticar, discordar ou ter ideias diferentes.

    "Isso é, efectivamente a democracia estar doente", disse a líder dos sociais-democratas.

    Perante cerca de 300 pessoas que aguardavam pelo jantar no polivalente dos Flamengos, uma freguesia governada pelos socialistas, Manuela Ferreira Leite afirmou que Sócrates e César protagonizam ambos, no Continente e nos Açores respectivamente, um projecto que "não tem nada a ver com o projecto do PSD", acrescentando que a grande diferença entre os dois partidos passa pela forma como os sociais-democratas encaram a política.

    Segundo a presidente do partido, ninguém pode exercer e fazer política para os outros a pensar, exclusivamente, em solidificar o poder, alegando que o PSD pretende servir os outros e, nos Açores, Costa Neves é a pessoa certa por ser "integro, honesto, trabalhador, competente e determinado nos seus projectos".

    "Enquanto votarmos socialismo não nos devemos, nem temos de esperar melhor", alertou Ferreira Leite, apontando o caso de Espanha que até há pouco tempo era tido como um país próspero mas depois dos socialistas chegarem ao poder "está como está".

    Acompanhado publicamente pela primeira vez na pré-campanha pela mulher, Costa Neves disse saber "muito bem o que quer para os Açores" a partir de 19 de Outubro, revelando que o objectivo do PSD/Açores passa por relançar o desenvolvimento e libertar os açorianos.

    "Aos socialistas no governo há doze anos já não lhes basta o poder absoluto. Transformou-se num enorme polvo. Sei o que estou a dizer", afirmou Costa Neves, frisando que perante "o medo que existe nos Açores" só resta aos açorianos escolherem entre "parar na curva do tempo ou mudar".

    Para o líder açoriano do partido, os resultados da governação socialista nas ilhas são "muito pobres", apontando o exemplo do desemprego que aumentou num ano 45 por cento na Região e a diferença de 15 por cento a menos entre a média nacional e regional de salários.

    "Perante o fracasso do governo socialista, algum agricultor, funcionário público, comerciante ou pensionista tem razões para votar socialista nas próximas eleições?" perguntou Costa Neves, que respondeu de seguida:"Mil vezes não" - acrescentando, porém, que "o voto é livre".

    Antes dos discursos e do jantar foi apresentado o novo hino do PSD/Açores intitulado "Melhor é possível" e cujo a letra fala em esperança e confiança num futuro melhor, porque o partido sabe "onde mora a Dona Felicidade".

    A Ilha do Faial, onde vivem cerca de 15 mil habitantes, elege a 19 de Outubro quatro dos 57 deputados para o parlamento açoriano.


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