Orçamento

Federação Agrícola pede menor redução orçamental possível para o sector

Federação Agrícola pede menor redução orçamental possível para o sector

 

Lusa/AO online   Regional   17 de Set de 2011, 14:29

O presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, defendeu hoje que o sector deveria sofrer a menor redução orçamental possível, numa altura em que se estimam reduções orçamentais entre 10 e 20 por cento para todos os sectores.

“O que entendemos é que sendo o sector agrícola tão importante é o que deve ter menos redução, porque todos percebem que é o sector que dá mais garantias de emprego e sustentabilidade económica e social”, afirmou Jorge Rita aos jornalistas, no final de uma audiência com o presidente do governo dos Açores no quadro da preparação do plano e orçamento da Região para 2012. Jorge Rita frisou estar “consciente da crise e da restrição de verbas para a Região”, salientando que a sua intenção não é pedir aumentos nas dotações orçamentais, mas uma “atenção e consideração com o setor de atividade económica mais importante” da Região. “As verbas deviam estar sempre disponíveis da parte da Região para os quadros comunitários de apoio para os projetos de investimento na área de produção e na área das agroindústrias, essenciais para o desenvolvimento da agricultura nos Açores”, afirmou. No mesmo sentido, o presidente da Federação das Pescas dos Açores, José António Fernandes, também espera que o governo regional mantenha o investimento no setor dadas as dificuldades que este atravessa. “Como toda a gente sabe, é um sector deficitário, não tem dinheiro, os armadores nunca ganham muito e há apoios suplementares para as pescas que não queremos perder", afirmou aos jornalistas depois da audiência com Carlos César, onde obteve a garantia de que a dotação para o setor em 2012 “não baixará da verba” definida para este ano. Por seu lado, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores (CCIA), Ângelo Duarte, defendeu a necessidade de “uma despesa pública direcionada para investimentos reprodutivos em tempo útil”. A CCIA entende que “a despesa pública e a exportação são as alavancas mais adequadas para a recuperação económica, assim os investimentos devem ser direcionados para as áreas reprodutivas, sendo todos os outros adiados”, afirmou Ângelo Duarte. O presidente da CCIA defendeu o “reforço de apoios para atividades com capacidade exportadora ou de substituição de importações”, bem como uma dotação “suficiente para melhorar as condições de acesso ao financiamento por parte das empresas”.


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