"Famílias portuguesas podem esperar ter melhor rendimento disponível em 2009"

"Famílias portuguesas podem esperar ter melhor rendimento disponível em 2009"

 

Lusa/AO Online   Nacional   3 de Dez de 2008, 15:07

O primeiro-ministro, José Sócrates, considerou hoje que as famílias portuguesas vão ter melhor rendimento disponível em 2009, devido às baixas conjugadas da taxa de juro, do preço dos combustíveis e da inflação.

 "As famílias portuguesas podem esperar ter um melhor rendimento disponível em 2009, que advirá da baixa da Euribor e da baixa da taxa de juro. Isso vai aliviar muito as famílias nas suas prestações para pagarem os créditos à habitação, que são hoje uma componente muito significativa das despesas familiares", disse José Sócrates.

    O Banco Central Europeu (BCE) deverá reduzir quinta-feira as taxas de juro de referência entre 50 e 75 pontos base para entre 2,75 e 2,5 por cento, após os cortes de Outubro e Novembro de meio ponto percentual cada um.

    O primeiro-ministro falava no decorrer da cerimónia de assinatura de um plano de apoio ao sector automóvel, na sua residência oficial em São Bento, e através do qual as empresas vão beneficiar de um pacote de medidas orçado em 900 milhões de euros.

    "As famílias portuguesas podem esperar em 2009 ter uma inflação mais baixa e portanto ganharem poder de compra, como vão ganhar poder de compra os funcionários públicos, como não ganhavam há muitos anos", afirmou também o primeiro-ministro.

    Na proposta de Orçamento de Estado para 2009, o Governo previa uma taxa de inflação de 2,5 por cento para 2009, prevendo fechar este ano com uma inflação de 2,9 por cento.

    Por outro lado, disse Sócrates, as famílias portuguesas "podem também esperar ver as suas despesas reduzidas com a gasolina, fruto da baixa do preço do petróleo, ajuda que se sentirá também ao nível da economia portuguesa".

    Os preços do petróleo voltaram hoje a cair para novos mínimos de três anos, e já perderam mais de 100 dólares por barril desde que atingiram o seu valor recorde de mais de 147 dólares por barril em Julho deste ano.

    Nos últimos meses os preços caíram com a queda da procura provocada pelas dificuldades das economias mundiais.

    "Estas três componentes aumentarão o rendimento disponível das famílias para o ano de 2009. É por isso que o principal problema que nós enfrentamos neste momento, e no ano de 2009, será o de defender o emprego e a competitividade das empresas", sublinhou Sócrates perante os representantes da indústria automóvel.

    "É essa a principal preocupação do Governo, que nos levou a cooperar convosco para construir um plano que tem estes dois objectivos: defender o emprego e defender a competitividade do sector", disse também o primeiro-ministro, dirigindo-se aos empresários.

    O acordo, válido por seis meses e renovável por outros seis, foi assinado por Hélder Barata Pedro, da ACAP, por António Braz Costa, do Centro de Excelência e Inovação na indústria Automóvel (CEIIA), por José Rui Felizardo, do Centro de Inteligência e Inovação (Inteli), por Basílio Horta, do AICEP, Luís Filipe Costa, do IAPMEI, por José da Mata, do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP), e pelos ministros da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, e do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva.

    Também presente na cerimónia estiveram, entre outros, a presidente executiva da TMG Automotive, Isabel Furtado, e o director-geral da Autoeuropa, Andreas Heinrich.

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