Família Sebastião já está em São Miguel

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Cristina Pires/Açores TSF /Lusa   Regional   30 de Dez de 2011, 06:56

COM VÍDEO A família de açorianos que viu recusado o seu pedido de permanência no Canadá acaba de chegar a Ponta Delgada.

A familia Sebastião aguarda no entanto, que o Governo de Otava reconsidere a sua posição,  e responda positivamente ao pedido de clemência do Governo português.

Os jornalistas que se encontram no aeroporto de Ponta Degada estiveram inicialmente numa sala reservada  impedidos de recolher imagens.

 A familia terá pedido discrição e reserva  às autoridades em defesa das crianças mais novas do grupo de 10 pessoas.

Por volta das 8h30 familiares residentes em Rabo de Peixe e jornalistas puderam ver e falar com Paulo Sebastião, que tem dado a cara pelo drama desta familia.

Aos jornalistas admitiu tentar regressar ao Canadá dentro de um ano, agradecendo por outro lado o apoio do Governo Regional.

Recorde-se que o Executivo criou  uma equipa técnica para  apoiar a família Sebastião  na chegada a São Miguel  a quem disponibilizou também uma casa.

 

Família Sebastião satisfeita com acolhimento

O chefe da família portuguesa obrigada a regressar hoje aos Açores pelas autoridades do Canadá declarou-se “satisfeito demais” com as condições da casa em que vai passar a morar na ilha de S. Miguel.

“Perdi uma oportunidade, mas tenho outra aqui nas mãos que vou agarrar”, acrescentou Paulo Sebastião, 46 anos, depois de uma breve visita à moradia mobilada que o Governo açoriano arrendou para alojar a sua família de dez pessoas.

Localizada em frente da escola da Ribeira Seca da Ribeira Grande, a nova casa da família Sebastião é de construção recente, dispondo de espaço suficiente para “acomodar toda a gente”, reconheceu a mulher de Paulo Sebastião, Maria Irene.

“Para quem não tinha nada, agora tem tudo e só pode agradecer”, referiu, manifestando-se confiante no emprego, que se “há-de arranjar”.

Depois de descansar de uma viagem que admitiu ter sido “difícil”, Paulo Sebastião disse que vai a Rabo de Peixe, a sua vila de origem e que fica a poucos quilómetros da povoação onde o Governo açoriano conseguiu arranjar casa para a família.

“Vou cheirar a água do mar. Trabalhei na pesca muitos anos, com meus irmãos, sou filho de um pescador”, disse, antecipando o que pretende fazer na sua ida à terra natal.

Paulo Sebastião reiterou o seu reconhecimento pelo apoio recebido das autoridades açorianas, sublinhando que “não se vão arrepender” do que estão a fazer pela sua família:

Antes, no aeroporto de Ponta Delgada, anunciou que pretende voltar ao Canadá e tratar do processo de regresso ao país onde viveu e construiu um modo de vida durante 10 anos.

“Estive no Canadá bastantes anos em situação ilegal porque fui sempre enganado pelos advogados”, afirmou Paulo Sebastião, sublinhando que ficou no país além dos seis meses que lhe foram inicialmente concedidos porque precisava de ficar lá para sustentar a família”.

“Lá [no Canadá] tinha tudo” e a “minha vida corria lá completamente boa”, referiu, ao justificar a dificuldade de regressar aos Açores nas condições em que teve de o fazer.

Com ar cansado e alguns com lágrimas nos olhos, os membros de família Sebastião tinham a esperá-los no aeroporto os pais de Maria Irene, que acompanhou os emigrantes à sua nova morada.


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