Falta de mão-de-obra nas indústrias de conservas preocupa eurodeputado

Paulo Nascimento Cabral revela um dos principais desafios da indústria de conservas de peixe, incluindo as dos Açores, é relativo à “falta de mão-de-obra”, problema que na, sua ótica, “persiste” em Portugal, porque os “ jovens não têm grande interesse nesta área, e tem sido necessário recorrer a mão-de-obra estrangeira”



O eurodeputado social-democrata falava após reunião bilateral entre a Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe (ANICP) de Portugal e a Asociación Nacional de Fabricantes de Conservas de Pescados (ANFACO) de Espanha, com a presença da secretária de Estado das Pescas, Cláudia Monteiro de Aguiar.

O deputado ao Parlamento Europeu evidenciou a necessidade de uma “reforma na Política Comum de Pescas” para fazer face a este e outros desafios significativos do setor, nomeadamente ligados às “pescarias com métodos de pesca sustentáveis, às frotas artesanais e de pequena dimensão, à necessidade de garantir a sustentabilidade do setor, não só ambiental, mas também social e económica, de proteger as comunidades pesqueiras e de pequena pesca, e à necessidade da reindustrialização e à procura de uma maior autonomia estratégica da UE, de modo a termos acesso a produtos alimentares acessíveis e de qualidade.

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