Falta de idosos no Corvo mantém encerrado lar já concluído


 

Lusa / AO Online   Regional   23 de Ago de 2008, 20:48

O único lar de idosos da ilha do Corvo, inaugurado em 2005, continua encerrado por falta de utentes, apesar do Governo açoriano ter anunciado a sua abertura em Junho, revelou o secretário regional dos Assuntos Sociais.
    Na última visita do executivo regional à mais pequena ilha dos Açores, em Maio, foi anunciada a abertura do lar depois de um idoso ter mostrado vontade em mudar-se para esta valência social.

    A ida do idoso para o lar obrigou a Santa Casa da Misericórdia a seleccionar cinco funcionárias, que receberam formação adequada fora do Corvo.

    No entanto, passados estes meses, a infra-estrutura - com capacidade para acolher dez utentes e que tem sido uma reivindicação da população da ilha - permanece encerrada.

    "O único candidato para o lar de idosos do Corvo mantém-se no seu domicílio e não quis ainda mudar-se", afirmou o secretário regional dos Assuntos Sociais à agência Lusa, salientando que "não foi dada mais nenhuma explicação" por parte do idoso, que recebe diariamente apoio domiciliário.

    Domingos Cunha reconheceu que, na eventualidade de surgir a curto prazo mais candidatos para o lar, a sua abertura está comprometida, uma vez que "as cinco funcionárias admitidas são todas candidatas a deputadas nas eleições regionais de Outubro e, como tal, têm direito a um período de dispensa da sua actividade profissional".

    Questionado sobre a pertinência deste investimento na mais pequena ilha dos Açores, Domingos Cunha afirmou-se "solidário" com a decisão tomada, recordando que a "foi uma boa aposta e antecipa as necessidades".

    Segundo o governante, a evolução demográfica no arquipélago e as exigências familiares actuais fazem com que, cada vez mais, haja necessidade deste tipo de infra-estruturas de apoio social.

    "Vale sempre a pena criar infra-estruturas que sejam capazes de responder às necessidades da população", frisou Domingos Cunha, para quem, "logo que haja uma necessidade imperiosa de abrir o lar (no Corvo), estão criadas todas as condições".

    Tradicionalmente, não há no Corvo, uma ilha com menos de 400 habitantes, necessidade de institucionalização, uma vez que as famílias cuidam dos seus idosos.

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