O golo decisivo, que fez a diferença no encontro, aconteceu aos 50 minutos, na sequência de um erro clamoroso do guarda-redes brasileiro do Santa Clara, que, ao tentar servir um companheiro, entregou a bola ao avançado espanhol e este, com a baliza à mercê, não desperdiçou.
Com o triunfo, o FC Porto fecha a primeira volta como líder imbatível e solidifica o primeiro lugar com 49 pontos, mais sete do que o Sporting, que empatou com o Gil Vicente 1-1, na sexta-feira.
Para este jogo, Francesco Farioli realizou uma alteração no 'onze' face à vitória frente ao AVS (2-0), ao promover Gabri Veiga à titularidade no lugar de Rodrigo Mora.
Já Vasco Matos foi mais interventivo e promoveu quatro mudanças em relação ao empate com Arouca (0-0), ao colocar de início de PV, Lucas, Vinicius e Djé Tavares, experimentando uma nova dinâmica ofensiva assente na dupla Gabriel e Vinicius, sem um homem fixo na frente.
Ao longo dos primeiros 45 minutos, o FC Porto assumiu o domínio da bola (chegou ao intervalo com 68% de posse), instalando-se no meio-campo contrário, enquanto o Santa Clara procurou manter a organização defensiva e sair em contra-ataque.
Os açorianos foram eficazes na contenção defensiva e obrigaram os ‘azuis e brancos’ a um jogo de ‘paciência’, que esbarrou, muitas vezes, na dificuldade em penetrar no último terço do adversário.
Numa primeira parte pouca intensa, a única oportunidade de golo do primeiro tempo aconteceu aos 45+3, através de um contra-ataque do FC Porto, em que William Gomes aproveitou o espaço concedido pelo adversário e rematou, mas viu o golo negado por uma defesa atenta de Gabriel Batista.
A abrir a segunda parte chegou o golo dos ‘dragões’ por via de uma ‘oferta’ de Gabriel Batista. O guardião brasileiro, com a bola nas mãos, ia sair a jogar, mas acabou por entregar o esférico a Samu, que só teve de encostar para o 1-0 (aos 50 minutos).
A partida continuou a ser disputada sem grande intensidade, com os portistas a dominarem a posse de bola e o jogo a ficar muito concentrado na zona central do terreno.
Na reta final, a formação da casa pressionou alto e colocou mais elementos no processo ofensivo na tentativa de balancear a equipa para a frente, mas a defensiva portista conseguiu tapar os caminhos da baliza e assegurar o triunfo nos Açores.
