Espanha

Exumação de restos mortais de vítimas da Guerra Civil parada


 

Lusa/AOonline   Internacional   7 de Nov de 2008, 14:45

A Audiência Nacional espanhola acedeu paralisar temporariamente a exumação de restos mortais de vítimas da Guerra Civil e do franquismo, enquanto se estuda um recurso contra essas ordens de abertura emitidas pelo juiz Baltasar Garzón.
O pleno da Sala Penal da Audiência Nacional tinha reunido de urgência para estudar uma petição da procuradoria que pretender travar a abertura das fossas enquanto não é decidido um recurso contra a decisão de Garzon.

    A 16 de Outubro, Baltasar Garzón declarou-se competente para investigar os desaparecimentos desse período ordenando a abertura de 19 valas comuns, um pedido formulado por familiares das vítimas.

    Desde aí ordenou já a abertura de várias fossas, incluindo a do poeta Federico Garcia Lorca, numa decisão que ainda não tinha sido implementada.

    A procuradoria pediu à Audiência Nacional que suspendesse qualquer exumação até que seja decidido o recurso contra a declaração de competência de Baltasar Garzón.

    O colectivo hoje reunido acabou por concordar, deliberando que Baltasar Garzón deve limitar-se a praticar as diligências que sejam “urgentes ou inadiáveis”, mas não autorizar a abertura de valas comuns.

    Garzon tinha já recebido um censo com os nomes de mais de 130 mil pessoas vítimas da repressão franquista, no que constitui o relatório mais detalhado feito até hoje sobre esta questão.

    A lista foi entregue por familiares das vítimas e representantes de 22 associações de recuperação da memória histórica, que pediram à Audiência Nacional que investigue as vítimas da repressão franquista e da Guerra Civil espanhola.

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