Egipto

Exército pede "desculpa" pelos mortos resultantes dos confrontos na praça Tahrir


 

Lusa/AO Online   Internacional   24 de Nov de 2011, 09:13

O exército egípcio pediu hoje “desculpa” pelos mortos resultantes dos violentos confrontos entre manifestantes hostis ao poder militar e a forças da ordem.

O Conselho supremo das forças armadas, num comunicado publicado na sua própria página do Facebook, “lamenta e apresenta profundas desculpas pela morte como mártires de filhos leais ao Egito durante os recentes acontecimentos na praça Tahrir”.

Os confrontos que tiveram início no sábado no Cairo e em várias outras cidades provocaram oficialmente 35 mortos, maioritariamente na praça Tahrir, no centro da capital egípcia.

As forças da ordem são acusadas por contestatários e médicos de atacar os manifestantes nos olhos com tiros de balas de borracha.

A utilização massiva de gás lacrimogéneo também é a causa suspeita das mortes por asfixia e médicos referiram que houve mortes causadas por balas reais.

Estes confrontos constituem a mais grave crise para o poder militar desde que assumiu a direção do país depois da queda do presidente Hosni Mubarak a 11 de fevereiro último e ocorrem a dias do início, previsto para 28 de novembro, das primeiras eleições legislativas depois da revolução.


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