Exército dispara para dispersar manifestantes

Exército dispara para dispersar manifestantes

 

Lusa / AO online   Internacional   27 de Set de 2007, 12:51

O exército disparou quinta-feira tiros de advertência para dispersar cerca de 70.000 manifestantes das ruas de Rangum, depois de ter dado 10 minutos aos manifestantes para se retirarem, sob pena de sofrerem medidas extremas.
Segundo testemunhas, pelo menos um homem foi morto a tiro, apesar de aparentemente os disparos terem sido para o ar, nas imediações do pagode de Sule, em Rangum.

De acordo com a página digital da estação de televisão britânica Sky News, os soldados usaram gás lacrimogéneo contra os manifestantes.

Nas imagens difundidas pela Sky News, centenas de manifestantes - já não maioritariamente monges - fogem dos soldados, sob nuvens de gás.

Cerca de 200 soldados encontram-se no centro da cidade, segundo testemunhas, citadas pela Sky.

Os militares percorrem o centro da cidade, com megafones, e aconselham as pessoas a regressarem a casa, enquanto disparam tiros de advertência.

Segundo testemunhas, citadas pela Sky, a polícia, munida de bastões, agrediu cerca de 1.000 pessoas que protegiam quatro monges, em Rangum.

As manifestações em Rangum, principal cidade da Birmânia, têm-se sucedido nos últimos dias, na maior demonstração de contestação ao regime, em duas décadas, depois de milhares de estudantes pro-democracia terem sido mortos em 1988 pela junta militar.

Recorrendo ao uso da força pela primeira vez, este mês, a segurança birmanesa atacou dois mosteiros budistas, em Rangum, durante a madrugada e, segundo testemunhas, deteve entre 200 e 500 monges, relata a Sky News.

Myint Thein, porta-voz do partido da líder da oposição e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, em prisão domiciliária nos últimos 18 anos, foi também detido.


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